Depois de salvar Trump do impeachment, Senado americano tem pressa para definir pacote econômico

Foto mostra resultado da votação final dos senadores (57 à 43) que absolveu o ex-presidente Donald Trump da acusação de impeachment, incitação à insurreição, no Senado no Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sábado, 13 de fevereiro de 2021.
Foto mostra resultado da votação final dos senadores (57 à 43) que absolveu o ex-presidente Donald Trump da acusação de impeachment, incitação à insurreição, no Senado no Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sábado, 13 de fevereiro de 2021. AP
Texto por: Thiago de Aragão
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7 min

O Senado americano não atingiu os dois terços necessários para efetuar o impeachment do ex-Presidente Donald Trump. Mesmo assim, sete Republicanos votaram a favor do impeachment, o que demonstra uma posição complexa dentro do partido. Mesmo essa sendo a principal notícia americana do final de semana, não é o que ditará a tônica da semana que se inicia. O Presidente Biden tem um prato cheio e Trump é apenas "old news".

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Thiago de Aragão, de Washington

A velocidade no qual o Senado votou não é de se estranhar. Por mais que o procedimento no Senado poderia levar algumas semanas (alguns analistas calcularam 2 semanas), o processo inteiro ocorreu em 5 dias. O Senado tem pressa por conta de outros assuntos mais urgentes, como a aprovação do pacote de estímulo de US$ 1.9 trilhão.

Um ponto muito importante para se observar nas próximas semanas, é baseado na fala da Secretária do Tesouro, Janet Yellen, na reunião entre Ministros da Economia do G7. Os EUA de Biden voltam a abraçar o multilateralismo, o que indica uma possibilidade de resolução nas tensões com a China, ao mesmo no âmbito comercial. As conversas também marcaram um tom mais decisivo em cima do combate conjunto entre os países do G-7 contra as emissões de carbono, o que abre toda uma possibilidade de um desenvolvimento econômico em cima dessa área (crédito de carbono sendo uma delas).

Os EUA vão tendo sucesso na reaproximação com aliados históricos, mas ainda é cedo para garantir que dará certo. A China ainda seduz muitos desses aliados e, como sabemos, o ponto central da política externa de Biden será a China e as vertentes no qual ela traz inseguranças para os EUA.

Confira a crônica do analísta político Thiago de Aragão no vídeo e no áudio.

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