Depois de incidente com motor em fogo no Colorado, Boeing suspende 128 aviões 777

Um Boeing 777/200 da companhia americana United Airlines no Aeroporto de Denver (Colorado). Em 30 de julho de 2020.
Um Boeing 777/200 da companhia americana United Airlines no Aeroporto de Denver (Colorado). Em 30 de julho de 2020. AFP - DANIEL SLIM
Texto por: RFI
3 min

Todos os aviões comerciais Boeing 777 equipados com motor do mesmo modelo que pegou fogo durante voo no Colorado, nos Estados Unidos, estão no solo, afirmou a fabricante americana de aviões nesta segunda-feira (22).

Publicidade

A Boeing decidiu pousar ao todo 128 de suas aeronaves, após a falha no motor do Boeing 777 usado para o voo da United Airlines para o Havaí, equipado com motores Pratt & Whitney 4000-112, de acordo com nota da rival Airbus, citada pela NBC.

O Boeing 777-220 da United Airlines que decolou sábado (20) de Denver, Colorado, para Honolulu, com 231 passageiros e 10 tripulantes, teve que retornar ao aeroporto após uma emergência provocada pelo incêndio em seu reator direito. A aeronave pousou com segurança em Denver e nenhum de seus ocupantes ficou ferido. O incidente provocou uma chuva de destroços na área metropolitana.

Segundo a Boeing, 69 dos aviões estavam em serviço e mais 59 no hangar. As suspensões de vôo serão mantidas até que a FAA (Autoridade Reguladora da Aviação nos EUA) identifique um "protocolo de inspeção apropriado" para a aeronave.

A FAA havia pedido no domingo (21) inspeções extras em aeronaves desse tipo. A ordem foi dada depois que o voo da UA teve problemas no Colorado. 

Apenas os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão usam aviões equipados com o motor PW4000 e a United Airlines é a única empresa americana a fazer uso dele.

De acordo com o centro de informações do serviço aeronáutico japonês, citado pela Reuters, o Ministério dos Transportes do Japão ordenou que a Japan Airlines e a ANA também deixassem seus aviões Boeing 777 em terra, enquanto eram tomadas providências.

Uma nova crise após o 737 MAX?

A fabricante de aeronaves americana já teve um problema sério nos últimos anos com outro de seus modelos, o 737 MAX. O avião foi proibido de voar em março de 2019, após dois acidentes que mataram 346 pessoas: o da Lion Air, na Indonésia, em outubro de 2018 (189 mortos) e o da Ethiopian Airlines, em março de 2019, na Etiópia (157 mortos).

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.