Uruguai, último país da América do Sul a receber vacinas, começa imunização em março

Frasco da vacina Sinovac, no hospital Kartal Lutfi Kirdar Sehir, em Istambul (14/01/2021).
Frasco da vacina Sinovac, no hospital Kartal Lutfi Kirdar Sehir, em Istambul (14/01/2021). Ozan KOSE AFP/Archivos
Texto por: RFI
3 min

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, informou nesta segunda-feira (22) que as primeiras vacinas contra a Covid-19 chegarão nesta quinta-feira ao país, o único na América do Sul que ainda não possui doses contra o coronavírus.

Publicidade

"Na noite do dia 25 (quinta-feira) e madrugada do dia 26 (sexta-feira), chegará um carregamento de 192 mil doses da vacina Sinovac", anunciou Lacalle em entrevista coletiva.

O plano de imunização, que abrangerá inicialmente professores, policiais, bombeiros e militares com menos de 60 anos, terá início em 1º de março. O primeiro lote da vacina chinesa será complementado com um segundo de 1.558.000 doses a partir de 15 de março, informou o presidente uruguaio. 

Enquanto isso, cerca de 460.000 doses da vacina americana Pfizer devem chegar entre 8 de março e 26 de abril. As primeiras doses desse laboratório, do qual o governo concordou em comprar dois milhões de doses, serão reservadas para profissionais de saúde.

O governo, que estima que cerca de 30 mil pessoas serão vacinadas por dia, publicará o protocolo de inscrição para receber a imunização nos próximos dias.

Um ato de solidariedade

O presidente lembrou que a vacinação não será obrigatória, mas é "um ato de solidariedade".

"O governo está pedindo, exortando, que não seja mais uma questão de responsabilidade pessoal, mas de solidariedade com a comunidade (...) Devemos todos agir de acordo e ser vacinados", lembrou Lacalle.

Depois de passar a maior parte de 2020 como modelo na região por seu controle bem-sucedido da pandemia, o Uruguai é um dos países latino-americanos mais atrasados em termos de início de campanhas de vacinação contra o novo coronavírus.

O país de 3,4 milhões de habitantes, com 53.310 infecções e 583 mortes por covid-19 até o momento, testemunhou um forte crescimento dos casos a partir de novembro, um aumento que se estabilizou no último mês.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.