Americanos vacinados contra a Covid-19 estão dispensados de usar máscara ao ar livre

95,8 milhões de americanos já foram vacinados contra a Covid-19.
95,8 milhões de americanos já foram vacinados contra a Covid-19. REUTERS - ANDREW KELLY

As autoridades sanitárias dos Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (27) que as pessoas vacinadas contra a Covid-19 que concluíram o período de imunização podem ficar ao ar livre sem máscara, a menos que estejam no meio de uma multidão. O anúncio marca um primeiro passo em direção ao retorno progressivo à normalidade no país.

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"Se você está completamente vacinado e quiser participar de uma pequena reunião com pessoas que estão vacinadas e não vacinadas, ou de um jantar na área exterior de um restaurante (...), os dados científicos mostram que você pode fazer isso com toda a segurança, sem máscara", declarou Rochelle Walensky, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), durante uma coletiva de imprensa.

"Em contrapartida, continuamos a recomendar o uso da máscara em locais exteriores com alta frequentação, como estádios lotados ou shows", reiterou. Segundo ela, nessas situações, pode haver muitas pessoas não vacinadas e, que se contaminarem, podem desenvolver formas graves da Covid-19. 

Walensky também enfatizou que essa flexibilização só se aplica a pessoas que receberam ambas as doses e que adquiriram imunidade duas semanas após a segunda injeção. Nestes casos, caminhar, correr ou andar de bicicleta sem máscara com pessoas de uma mesma residência está liberado.

"É muito simples: se você está vacinado, pode fazer mais coisas, às vezes em locais fechados e no exterior", reforçou nesta terça-feira o presidente americano, Joe Biden. Segundo ele, "progressos extraordinários foram realizados nos Estados Unidos nos últimos meses, durante a luta contra a epidemia. 

Mais da metade dos adultos estão vacinados   

Nos Estados Unidos, mais da metade dos adultos - 95,8 milhões de pessoas - já recebeu pelo menos uma das duas doses das vacinas que requerem duas aplicações. Apesar de o entusiasmo inicial ter diminuído, os casos de Covid-19 continuam em declínio no país.

Os CDC começaram a recomendar que todos os americanos usassem máscaras no início de abril de 2020. No entanto, as regras variam em cada estado. Por isso, espera-se que cada administração local adapte seus regulamentos com base nessas novas recomendações.

Atualmente, a maioria dos especialistas acredita que o contágio ocorre principalmente por via aérea, pelas gotas de saliva que ficam suspensas quando uma pessoa tosse ou espirra, mas que também podem ser emitidas pela fala. Por esse motivo, estar em um espaço fechado é mais arriscado se não houver ventilação adequada.

Com base nesta constatação é que as autoridades sanitárias americanas recomendam que mesmo que as pessoas estejam vacinadas, elas continuem a utilizar a máscara caso participem de atividades em locais fechados, como igrejas, cinemas e museus. 

Por outro lado, nos locais abertos, o ar circula mais e o risco de uma pessoa respirar uma concentração de vírus é menor, por exemplo, ao passar por alguém infectado no exterior. Existem vários estudos que apoiam esta tese e que mostram que a grande maioria das infecções ocorre quando uma pessoa está em contato com alguém contaminado em um espaço fechado.

A luta continua

O presidente americano prometeu que os americanos poderiam comemorar o próximo Dia da Independência, 4 de julho, caso cada um fizesse sua parte e se engajasse na luta contra a epidemia. Biden voltou a mencionar a data durante o discurso que realizou nesta terça-feira na Casa Branca. "Embora ainda tenhamos um longo caminho a percorrer nessa luta, há muito trabalho a fazer em maio e junho", lembrou. 

O chefe de Estado também comemorou o avanço na batalha do país contra a doença. "Os casos e mortes caíram drasticamente em relação aos níveis de quando assumi o cargo", disse ele.

Apesar de um forte recuo na quantidade de infecções e óbitos, os Estados Unidos continuam sendo o país mais castigado pela Covid-19. Em pouco mais de um ano de pandemia, as autoridades sanitárias americanas registraram mais de 32 milhões de contaminações e 572 mil mortes pela doença. 

(Com informações da AFP)

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