Vagões de metrô desabam após queda de ponte na Cidade do México, deixando mais de 20 mortos

Alguns vagões despencaram e outros ficaram suspensos após o desabamento de uma ponte na Cidade do México na noite de segunda-feira (3).
Alguns vagões despencaram e outros ficaram suspensos após o desabamento de uma ponte na Cidade do México na noite de segunda-feira (3). Pedro PARDO AFP

Ao menos 23 pessoas morreram e 70 ficaram feridas na noite de segunda-feira (3) após o desabamento de um viaduto na Cidade do México, no momento em que um metrô circulava no local. Segundo os serviços de gestão de riscos e a proteção civil da capital mexicana, o balanço de vítimas deve aumentar nas próximas horas.

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O acidente ocorreu por volta das 22h local, entre as estações de metrô Tezonco e Olivos, na linha 12 do metrô, no sul da Cidade do México. O veículo transitava pelo viaduto no momento do desabamento. Vários vagões despencaram.

Nas redes sociais, vídeos mostram o momento em que a ponte desmorona, levando o metrô junto. Um carro também ficou preso debaixo da ponte, no entanto, ainda não se sabe se havia vítimas dentro.

Investigadores estão no local para ajudar na identificação dos corpos e iniciar o trabalho de perícia, que deve estabelecer as causas da tragédia.

Risco de novo desabamento

Dezenas de bombeiros e equipes de resgate trabalharam durante toda a madrugada para retirar as vítimas dos escombros. No entanto, os trabalhos tiveram que ser interrompidos algumas horas depois pelo risco dos vagões que continuam sobre a ponte também desabarem. 

"Por enquanto, interrompemos o resgate porque o metrô está muito instável. Uma grua vai chegar para ajudar", explicou a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum. 

Durante a madrugada, as autoridades mexicanas apontavam para 13 mortos. No início desta manhã, o balanço foi revisado para ao menos 23 mortos. Os feridos foram levados a vários hospitais da capital. 

Segundo a prefeita, entre as vítimas estão menores de idade. Ao menos sete pessoas estão em estado grave. Entre os feridos, 65 pessoas foram levadas para hospitais e cinco tiveram ferimentos leves, sem necessidade de atendimento médico.

Construção instável

Ricardo de la Torre, morador da região, disse que a passagem do trem produz uma forte vibração nas casas.

"Pelas manhãs, quando os trens começam a circular, você sente as casas tremerem. Por isso, sabemos que a construção é ruim", disse.

A polícia fez um apelo para que os curiosos abandonem a área e evitem acidentes pela queda de escombros.

"De repente, vi que a estrutura estava balançando. Menos de um minuto depois o metrô caiu e muita poeira começou a subir", disse uma testemunha não identificada ao canal de TV Televisa.

"Quando a poeira baixou nós corremos para ver se conseguiríamos ajudar. Não ouvimos gritos, não sei se estavam em choque (...) algumas pessoas conseguiram tirar duas pessoas dos vagões", acrescentou.

A área foi isolada por policiais militares da Guarda Nacional para facilitar a operação de retirada dos vagões.

José Martínez, trabalhador que utiliza a linha de metrô em direção Tláhuac, contou emocionado que escapou do acidente porque não conseguiu chegar a tempo de embarcar depois de sair do trabalho. "Me salvei por 15 minutos", disse.

Acidentes frequentes

Este é o segundo acidente no metrô da Cidade do México neste ano. Em janeiro, um incêndio nas instalações de controle deixou um morto e 29 pessoas intoxicadas.

Em março de 2020, dois trens bateram dentro de uma estação, acidente que teve o balanço de um morto e 41 feridos.

O metrô da Cidade do México, inaugurado em 1969, é um dos principais meios de transporte da capital e sua zona metropolitana, onde vivem quase 20 milhões de pessoas.

A linha 12, na qual aconteceu o acidente, foi inaugurada em 30 de outubro de 2012 pelo atual chanceler do México e na época prefeito da capital, Marcelo Ebrard.

Depois de lamentar a "terrível tragédia", Ebrard ofereceu sua colaboração para determinar "responsabilidades".

"Estou inteiramente à disposição das autoridades para contribuir em tudo que for necessário", escreveu no Twitter.

(Com informações da AFP)

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