Biden não descarta sanções contra Rússia após ataque digital contra JBS

O presidente Joe Biden, em 2 de junho, na Casa Branca
O presidente Joe Biden, em 2 de junho, na Casa Branca REUTERS - CARLOS BARRIA

O presidente americano, Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira (2) que não descarta uma possível retaliação contra a Rússia após a descoberta de um ataque cibernético contra a subsidiária americana da JBS, gigante brasileira do processamento de carne. 

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Questionado por um jornalista se medidas seriam tomadas contra funcionários do governo do presidente russo, Vladimir Putin, com quem se reunirá em uma cúpula no dia 16 de junho, em Genebra, na Suíça, no final deste mês, Biden respondeu que está examinando a questão com atenção. "Esperamos que este seja um tópico de discussão durante a viagem do presidente", garantiu a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

O ataque digital a uma subsidiária americana da brasileira JBS trouxe novamente à tona suspeitas de que a Rússia dá cobertura para cibercriminosos. Na quarta-feira (2), o FBI atribuiu o ataque ao grupo "REvil e Sodinokibi".

Segundo especialistas, trata-se de dois nomes do mesmo grupo de hackers que têm ligações com a Rússia. "Continuamos concentrando nossos esforços para responsabilizar os cibercriminosos responsáveis", disse o FBI em um comunicado.

No mês passado, hackers forçaram o fechamento temporário do enorme gasoduto Colonial Pipeline no leste dos Estados Unidos, que fornece 45% do combustível consumido naquela região do país. "Não é aceitável abrigar entidades criminosas que têm como intuito causar danos, que estão danificando a infraestrutura na América", reiterou a secretária de imprensa da Casa Branca.

Biden falará sobre assunto em cúpula na Suíça

Quando um repórter perguntou a Biden se ele achava que Putin o estava testando antes da cúpula, o presidente respondeu que "não". No entanto, a Casa Branca garantiu que o líder democrata vai expor as preocupações dos Estados Unidos durante a cúpula, em 16 de junho, como fez em encontros anteriores com aliados do G7, União Europeia e Otan.

"Não vamos permitir isso. Vamos falar sobre o assunto. O presidente Biden certamente pensa que o presidente Putin e o governo russo têm um papel a desempenhar para deter e prevenir esses ataques. Portanto, será um tópico de discussão quando eles se reunirem", garantiu Psaki.

O governo russo se disse disposto na quarta-feira a examinar os pedidos americanos envolvendo os ataques. "Há contatos através de canais diplomáticos", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A JBS, gigante brasileira do processamento de carne em expansão com subsidiárias e operações nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Europa, México, Nova Zelândia e Reino Unido, declarou que suas fábricas estarão operando "quase em plena capacidade" a partir desta quinta-feira (3). A empresa acrescentou em comunicado que no momento "não tem conhecimento de nenhuma evidência" de que "dados de algum cliente, fornecedor ou funcionário foram comprometidos".

(Com informações da AFP)

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