Kamala Harris visita Guatemala e México para discutir a imigração ilegal

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, durante viagem oficial à América Latina.
A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, durante viagem oficial à América Latina. AP - Jacquelyn Martin

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, realiza um giro oficial passando pela Guatemala e pelo México para discutir a imigração ilegal e o desenvolvimento econômico da região. Desde abril, a presidência norte-americana registra um recorde de prisões de imigrantes que tentam entrar ilegalmente no país.

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O presidente norte-americano, Joe Biden, delegou o assunto espinhoso da imigração ilegal à sua vice, Kamala Harris, questão que havia sido abordada por ele quando ocupava, por sua vez, a vice-presidência de Obama. Mas o contexto atual é mais delicado para a primeira mulher e a primeira vice-presidente negra dos Estados Unidos.

Kamala Harris deve enfrentar um número recorde em 15 anos de prisões de imigrantes indocumentados, incluindo menores desacompanhados, na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Os republicanos atribuem esse fenômeno à mudança na política de imigração do presidente democrata, mais liberal que seu antecessor, Donald Trump.

Harris chegou à Guatemala no domingo (6), a primeira etapa do giro. A vice-presidente evocará em sua viagem as causas da migração ilegal e o combate à corrupção. Para isso, ela se reunirá com o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, além de líderes sociais.

Liderança e desenvolvimento

A visita de Kamala Harris faz parte do esforço de Biden para restaurar a liderança dos Estados Unidos no mundo. Mas serve também para fazer avançar uma agenda para desenvolver a economia guatemalteca, enfrentar a crise climática e a insegurança alimentar. Harris também anunciou conversas "muito francas e honestas" sobre corrupção, crime e violência.

O Procurador-geral da Guatemala, Jordán Rodas, denunciou um retrocesso acelerado dos direitos humanos em seu país, e pediu a Harris que pressionasse o governo. Segundo Rodas, não existem condições para atacar as causas que acabam forçando a imigração irregular na Guatemala.

Marcelo Ebrard, chanceler mexicano, compartilha da mesma opinião. “A prioridade é buscar acordos para acelerar o crescimento do investimento e do bem-estar social no sul do México, mas também na Guatemala, Honduras e El Salvador”, disse o diplomata sobre a visita de Harris.

Desta forma, “a imigração seria opcional e não forçada pela pobreza e insegurança", acrescentou o chanceler do México, para onde Harris viajará na noite desta segunda-feira.

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