Conheça a empresa que deixou fora do ar os sites da Casa Branca, do governo britânico e jornais

O site especializado na detecção de falhas do tipo Down Detector apontou uma "avaria de grande envergadura na Fastly", empresa americana de tecnologia.
O site especializado na detecção de falhas do tipo Down Detector apontou uma "avaria de grande envergadura na Fastly", empresa americana de tecnologia. AFP/File

Várias páginas na internet de importantes veículos de comunicação ao redor do mundo e de instituições oficiais, como a Casa Branca ou o governo britânico, a plataforma Reddit ou o sistema de pagamento PayPal sofreram importantes problemas de acesso nesta terça-feira (8). A origem da pane parece ser o provedor americano de serviços de computação em nuvem Fastly, como admitiu a própria empresa.

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A partir de 7h de Brasília, os sites dos jornais New York Times, Le Monde, The Guardian, Financial Times ou El Mundo, assim como o portal da BBC, estavam fora do ar com com acesso intermitente. 

O site web www.gov.uk, que engloba os diferentes ministérios do governo britânico e permite realizar procedimentos oficiais, apresentava mensagem de erro e afirmava que estava indisponível. Ao tentar consultar a página da Casa Branca, uma mensagem era exibida com a informação de que o portal "não estava funcionando".

O site especializado na detecção de falhas do tipo Down Detector apontou uma "avaria de grande envergadura na Fastly", empresa americana de tecnologia. A Fastly, que também viu o seu portal fora do ar, informou que identificou o problema e estava "trabalhando para encontrar uma solução".

A empresa investiga "um possível impacto" em seus serviços de CDN (Content Delivery Network), ou seja, suas redes de distribuição de conteúdo. Estas redes são um conjunto de servidores que trabalham juntos para disponibilizar dados e conteúdos. Entre os clientes da Fastly estão as empresas Deliveroo, Pinterest ou Shazam.

Serviço estratégico

Embora pouco conhecida do público, a Fastly é uma empresa considerada estratégica para editores, por ajudá-los a distribuir seu conteúdo internacionalmente, hospedando sites-espelho do site original em todo o mundo. Os serviços oferecidos pela companhia – como os de seus concorrentes Akamai, Cloudflare, etc – evitam que todas as solicitações enviadas a uma página sejam direcionados para um mesmo lugar, criando congestionamentos. Assim, a velocidade de acesso não é comprometida. 

As páginas que veiculam conteúdos audiovisuais e os sites de mídia são grandes clientes desses CDNs, pois, por natureza, enfrentam picos de conexões muito significativos. Empresas como a Fastly lidam com centenas de bilhões de consultas por dia e desempenham, assim, um papel de referência extremamente importante. A companhia está sediada em São Francisco e registrou um faturamento de US$ 291 milhões em 2020.

(Com informações da AFP)

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