EUA prometem acelerar expulsão de migrantes retidos na fronteira do Texas

Mais de 10.000 migrantes, majoritariamente do Haiti, estão abrigados embaixo de uma ponte na fronteira sul dos Estados Unidos com o México, desde quinta-feira 16 de setembro de 2021.
Mais de 10.000 migrantes, majoritariamente do Haiti, estão abrigados embaixo de uma ponte na fronteira sul dos Estados Unidos com o México, desde quinta-feira 16 de setembro de 2021. © via REUTERS - OFFICE OF U.S. CONGRESSMAN TONY

Os Estados Unidos vão aumentar o número e a capacidade dos "voos de deportação" para milhares de imigrantes que estão acampados na cidade texana de Del Rio (sul), informou o Departamento de Segurança Interna neste sábado (18).

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Mais de 10.000 migrantes, majoritariamente do Haiti, estão abrigados embaixo de uma ponte na fronteira sul dos Estados Unidos com o México. As condições são precárias e o acampamento provisório cresce rapidamente. A situação provoca uma crise humanitária que coloca em apuros o governo de Joe Biden.

Os migrantes estão em uma área controlada pelas autoridades de alfândega e fronteiras americanas. Quatrocentos soldados adicionais foram mobilizados para tentar conter a crise e "melhorar o controle da área", segundo um comunicado do Departamento de Segurança Interna.

As autoridades informaram que vão adicionar "meios de transportes” para acelerar o ritmo (dos voos) e aumentar a capacidade" de transferência "para o Haiti e outros destinos nas próximas 72 horas".

Os migrantes chegaram na pequena cidade de Del Rio, Texas, cruzando o Rio Grande que separa os Estados Unidos do México. Dos 2.000 migrantes no início da semana, o número subiu para 10.500 na quinta-feira (16) à noite, segundo Bruno Lozano, prefeito desta cidade limítrofe com a mexicana Ciudad Acuña.

Estado de emergência

Na sexta-feira (17), o prefeito democrata, que espera mais milhares de chegadas, declarou estado de emergência e fechou a ponte para o tráfego. "As circunstâncias extremas exigem respostas extremas", declarou Lozano ao jornal Texas Tribune. "Há mulheres que dão à luz, pessoas que desmaiam pela temperatura. Outras são um pouco agressivas e isso é normal depois de todos esses dias de calor", destacou.

Mais de 1,3 milhão de pessoas foram detidas na fronteira com o México desde a chegada de Biden à Casa Branca em janeiro de 2020, um nível não visto em 20 anos. Delas, cerca de 596.000 chegaram de El Salvador, Guatemala e Honduras e mais de 464.000 do México.

 A oposição republicana acusa Biden de ter provocado uma "crise migratória" ao flexibilizar as medidas de seu antecessor Donald Trump, que fez da luta contra a imigração ilegal um dos pilares de seu governo.

(Com AFP)

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