Ex-refém das Farc

Ingrid Betancourt conta em livro os seis anos de cativeiro na Colômbia

Ingrid Betancourt e sua filha participam de cerimônia em Bogotá dedicada aos militares que morreram em cativeiro das Farc
Ingrid Betancourt e sua filha participam de cerimônia em Bogotá dedicada aos militares que morreram em cativeiro das Farc REUTERS

Livro inédito da ex-candidata à presidência da Colômbia será lançado em uma dezena de países no próximo dia 21 de setembro. Ela foi sequestrada pelas Farc em 2002, em plena campanha eleitoral.

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Ex-refém da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, a franco-colombiana Ingrid Betancourt vai lançar no próximo dia 21 um livro inédito, no qual ela relata pela primeira vez seu cativeiro durante mais de seis anos na selva colombiana. Escrita por ela própria, a obra em francês terá o titulo "Même le silence a une fin" (Até o silêncio tem um fim, em tradução livre).

O lançamento será simultâneo em uma dezena de países, incluindo a Colômbia e os Estados Unidos. A ex-candidata à presidência da Colômbia conta como foi sequestrada pelas Farc em uma área rural do sul do país em fevereiro de 2002, em plena campanha eleitoral. Dá detalhes de suas tentativas de fuga, do inferno no cativeiro, das humilhações e das autodefesas que teve de construir para sobreviver ao martírio.

Ingrid Betancourt foi libertada em julho de 2008 junto com outros 14 reféns, graças a uma enorme operação militar do exército colombiano. Um filme baseado no livro está sendo preparado.

O governo colombiano afirma que, no dia do sequestro, Ingrid foi alertada de que estava indo fazer campanha numa região então controlada pelas Farc e que ela assinou um documento assumindo a responsabilidade. Apesar disso, a franco-colombiana pede uma indenização do governo de 6,5 milhões de dólares (11,3 milhões de reais), como compensação por perdas financeiras e estresse emocional decorrentes do período em cativeiro.

O Ministério da Defesa da Colômbia divulgou um comunicado, nesta sexta-feira, dizendo que Betancourt não tem motivos para alegar que o Estado é responsável pelo sequestro. Ele lembrou que a franco-colombiana chama o plano de resgate de "perfeito".

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