Assembleia ONU/Nova York

Rússia propõe resolução contra sanções unilaterais

Coletiva de imprensa do ministro Celso Amorim em Nova York.
Coletiva de imprensa do ministro Celso Amorim em Nova York. itamaraty.gov.br

Na reunião de países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), realizada nessa terça-feira, em Nova York, a Rússia apresentou aos emergentes uma proposta sugerindo que a Assembleia Geral da ONU adotasse uma resolução condenando sanções unilaterais, segundo o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

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Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York

A adoção de uma resolução da ONU contribuiria, por exemplo, para tornar menos legítimas medidas unilaterais como as adotadas recentemente pela União Europeia e pelos Estados Unidos contra o controverso programa nuclear do Irã.

Amorim explicou que, em certos casos, o Brasil também é contra sanções multilaterais, uma referência ao pacote de medidas punitivas adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear iraniano. O governo brasileiro, que chegou a negociar um acordo diretamente com a Turquia e o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad para resolver o impasse sobre o programa iraniano, defende a via do diálogo e votou contra as sanções no Conselho de Segurança da ONU.

Americana libertada no Irã agradece ajuda do Brasil

Encontro do ministro Celso Amorim com Sarah Shroud, em Nova York.
Encontro do ministro Celso Amorim com Sarah Shroud, em Nova York. itamaraty.gov.br

Ontem, o chanceler Celso Amorim também teve um encontro com Sarah Shourd, a americana que ficou presa por mais de um ano no Irã e foi libertada na semana passada. Ela agradeceu a ajuda do Brasil por sua libertação. Sarah foi presa, com mais dois americanos, quando fazia trilha pelo Iraque e, segundo ela, entrou por engano em território Iraniano. Os dois americanos presos com ela continuam detidos e a família de um deles participou da conversa com Amorim.

ONU lança pacote de US$ 40 bilhões para saúde materna e infantil

Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York

O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, anuncia nesta quarta-feira que a organização conseguiu levantar US$ 40 bilhões para salvar 16 milhões de mulheres e crianças em risco por carências de atendimento básico. O plano de saúde materna e infantil prevê ações nos próximos cinco anos. Das oito Metas do Milênio estabelecidas há dez anos, a prevenção da morte prematura de mulheres e crianças é a área em que menos avanços foram constatados.  

A ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, apresentou na sede da ONU os resultados do Brasil nas Metas do Milênio. Segundo a ministra, o país é o primeiro colocado no ranking dos que se comprometeram em erradicar a fome e a pobreza – a primeira meta. Em 1990, 25,6% viviam nessas condições, hoje o número é de 4,6%. Márcia Lopes destaca que dos oito objetivos estabelecidos pela ONU este foi o único cumprido até agora. O Brasil espera em cinco anos alcançar as outras metas. na opinião da ministra, a igualdade de gênero é a mais difícil de ser alcançada.

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