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Sumiço de franceses na Bolívia gera controvérsia entre família e governo

O casal foi visto pela última vez em Guayaramerin, na Bolivia, cidade fronteiriça com o Brasil.
O casal foi visto pela última vez em Guayaramerin, na Bolivia, cidade fronteiriça com o Brasil. Flickr/ RaeA

Controvérsia na França após o desaparecimento de um jovem casal de franceses na Bolívia no último dia 28 de agosto. A família deu queixa contra o governo, alegando inércia administrativa das autoridades e reclamando da lentidão das operações de busca. Já o Ministério das Relações Exteriores da França rebate as acusações, afirmando estar totalmente mobilizado no caso.

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O porta-voz do Ministério francês das Relações Exteriores disse, nesta quarta-feira, estar em contato com as embaixadas da França em La Paz e em Brasília, pois o casal desapareceu em Guayaramerín, na fronteira entre os dois países. Retratos dos desaparecidos foram espalhados na região e pela imprensa local, e buscas foram feitas, mas sem sucesso.

Jérémie Bellanger, de 25 anos, Fannie Blancho, de 23, e o filho dela de 3 anos, viajaram para a América do Sul em julho, por um longo período de férias sabáticas.

Eles foram vistos pela última vez no dia 28 de agosto em uma festa em Guayaramerín, cidade fronteiriça com o Brasil, uma zona de tráfico de drogas e de alta criminalidade.

A mulher que os hospedava ficou com a criança e, ao ver que não voltaram, alertou a polícia local. Somente duas semanas mais tarde, no dia 7 de setembro, a Embaixada da França foi avisada e, em seguida, enviou um funcionário para levar a criança a La Paz.

Nesta semana, os pais dos dois jovens decidiram de comum acordo contatar a imprensa para divulgar o fato. Uma queixa por desaparecimento preocupante também foi feita para a abertura de um processo e a designação de um juiz, a fim de se conseguir todas as informações sobre o ponto das investigações na Bolívia.

A família do casal lamenta que ninguém da chancelaria em Paris os avisou que deviam dar queixa por desaparecimento na França.

Os pais de Jérémy e Fannie vão à Bolívia, onde esperam ser recebidos pelo presidente Evo Morales. Eles acreditam na hipótese de um sequestro. Os pais dos jovens também devem ficar com a guarda do menino, que atualmente vive na Embaixada da França em La Paz.

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