Chile/mineiros

Mineiros chilenos passam primeiro final de semana em casa

Os mineiros Florencio  e Renan Avalos forma recebidos com festa na volta à casa.
Os mineiros Florencio e Renan Avalos forma recebidos com festa na volta à casa. Reuters

A maioria dos 33 mineiros chilenos resgatados da mina San José vai passar na companhia de familiares, amigos e vizinhos o primeiro final de semana na superfície após mais de 2 meses confinados em um refúgio a cerca de 700 metros de profundidade. Dois outros mineiros, que não tiveram suas identidades reveladas, continuam em observação no hospital.  

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Depois do resgate bem sucedido e acompanhado por milhões de pessoas em todo o mundo, o grupo de mineiros, transformados em heróis nacionais no Chile, tenta voltar aos poucos à vida normal.

Os bairros mais humildes de Copiapó, a 800 quilômetros ao norte da capital, Santiago, fizeram festa com churrasco e muita comemoração para receber o grupo de 31 mineiros que foram liberados para voltar para a casa.

Jimmy Sánchez, de 19 anos, o mais jovem do grupo, foi recebido por seus amigos e familiares com uma grande festa na quadra de basquete localizada a poucos metros de sua casa. Antes, seus pais prepararam o quarto e a comida preferida dele : peixe com salada.

Já o mineiro Victor Segovia mostrou-se incomodado com a presença ostensiva de jornalistas do mundo inteiro que tentam conseguir entrevistas com relatos da experiência do grupo.

"Somos apenas pessoas simples que sobrevivemos", disse ele visivelmente contrariado com a quantidade de câmeras de televisão e repórteres instalados do lado de fora de sua casa.

Segovia, que anotou em três cadernos toda a experiência vivida pelo grupo, ainda não sabe o que pretende fazer com suas anotações e disse que vai deixar passar o tempo antes de decidir.

Assim como Segovia, outros mineiros disseram que vão continuar o trabalho nas minas. "Sim, seguirei sendo mineiro", declarou Yonny Barrios ao ser questionado por jornalistas sobre seu futuro. Ele disse apenas querer no momento descansar para voltar a trabalhar em uma outra mina.

Sobre o período que conviveu com outros 32 companheiros, ele se limitou a dizer que "os primeiros 17 dias foram terríveis, mas depois foi melhor". Yonny disse  ainda que não pretende falar mais publicamente do que viveu na Mina San José após o deslizamento de terra que deixou o grupo bloqueado por 69 dias.

Enquanto 31 famílias festejavam a volta dos mineiros para casa, duas delas ainda vão ter que esperar mais um pouco já que dois homens, que não tiveram suas identidades reveladas, continuam internados.

Segundo a diretora regional de saúde da região de Atacama, os dois mineiros foram levados para a Associação Chilena de Seguridade. Um deles deve passar por um tratamento dentário e outro sofre de uma síndrome de vertigem.

 

 

 

 

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