Haiti

Governo francês envia médicos para tratar cólera no Haiti

A epidemia de cólera foi facilitada pelas condições precárias do país, que ainda tenta se recuperar do terremoto que matou mais de 250 mil pessoas em janeiro.
A epidemia de cólera foi facilitada pelas condições precárias do país, que ainda tenta se recuperar do terremoto que matou mais de 250 mil pessoas em janeiro. Reuters

A França prepara o envio de uma missão médica de urgência para controlar a epidemia de cólera que já matou 250 pessoas no Haiti. Há suspeitas de que a epidemia tenha sido causada pela contaminação de um rio, que recebeu esgoto de uma das sedes da Minustah. O Brasil chefia as operações da missão da ONU no Haiti.

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A França prepara o envio de uma missão médica de urgência para combater a epidemia de cólera no Haiti. A missão, coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores francês, será realizada em parceria com autoridades haitianas, agências da ONU como o Organização Mundial da Saúde (OMS) e organizações não governamentais atuantes no Haiti. Segundo balanço recente, a cólera já matou mais de 250 pessoas nos últimos dias e provocou três mil hospitalizações.

A doença estava erradicada do país há mais de um século. O foco da epidemia foi localizado na região norte da ilha. Há suspeitas de que o rio Arbonite, o mais importante do Haiti, tenha tido suas águas contaminadas por detritos de esgoto despejados de uma das bases da Minustah. Essa hipótese está sendo analisada por médicos enviados à região. O coronel Lundgren, comandante do 1° Batalhão do Exército Brasileiro no Haiti, acha esta hipótese pouco provável, conforme declarou em entrevista à RFI. O coronel afirmou que a Minustah segue à risca as regras de higiene impostas pela ONU.

As autoridades haitianas acreditam que a epidemia de cólera está controlada. Porém, muitas pessoas temem a  chegada da doença na capital, Porto Príncipe, onde mais de 1 milhão de pessoas vivem em acampamentos improvisados nas ruas desde o terremoto de 12 de janeiro passado.

Coronel Lundgren do exército brasileiro no Haiti entrevistado por Daniela Leiras

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