EUA/eleições

Barack Obama convoca líderes republicanos para reunião na Casa Branca

O presidente americano Barack Obama durante a coletiva de imprensa após as eleições legislativas, nesta quarta-feira
O presidente americano Barack Obama durante a coletiva de imprensa após as eleições legislativas, nesta quarta-feira REUTERS/Larry Downing

O presidente americano propôs que os partidos deixem as desavenças de lado e discutam juntos o futuro da nação. Obama assumiu suas falhas na lenta retomada do crescimento econômico.

Publicidade

Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

O presidente Barack Obama marcou uma reunião com os dirigentes do partido Republicano na Casa Branca na segunda semana de novembro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, um dia depois do pronunciamento após a derrota nas eleições legislativas. Obama telefonou para os líderes republicanos no Congresso, Mitch McConnel, John Boehner, Harry Reid e Nancy Pelosi. Segundo o presidente, eles devem discutir sobre a retomada do crescimento econômico e um programa comum. "Não será apenas um encontro para tirar uma foto", disse o presidente.

Nesta quarta-feira, visivelmente abatido, Obama assumiu a responsabilidade pela derrota nas eleições legislativas, durante seu pronunciamento. Para ele, o resultado das urnas mostra que os americanos estão frustrados com a recuperação da economia e que o seu governo não avançou o suficiente nesta área nos últimos dois anos. Obama insistiu que ele precisa fazer um trabalho melhor, como todos em Washington precisam. “Quero que os democratas e os republicanos discutam o futuro de nossa nação. O que nosso povo não quer, é que a gente passe dois anos brigando, como temos feito nos últimos anos", disse Obama.

O presidente reconheceu que não vai ser fácil e que não vai ser possível construir pontes para cada diferença, mas disse que o povo americano não quer que os partidos passem os próximos dois anos brigando e em campanha para as eleições presidenciais de 2012. Obama insistiu no discurso da união, dizendo que nenhum partido tem o monopólio da sabedoria e que está ansioso para ouvir boas idéias dos dois lados. O presidente acredita que, mesmo com o Congresso dividido, há esperança para a sociedade e há espaço para progresso na agenda legislativa, como na área de educação e energia .

Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

Mais cedo, ele telefonou para os líderes republicanos no Congresso, John Boehner e Mitch McConnell, e disse que está disposição a colaborar para encontrar terreno comum e trazer progresso para o país. Por outro lado, a oposição não parece disposta a colaborar. Os líderes do partido republicano garantiram que vão usar está oportunidade de ouro para voltar a reduzir o tamanho do governo e rever a reforma do sistema de saúde – uma das prioridades do governo Obama na agenda doméstica.

O deputado republicano John Boehner, líder do partido na Câmara dos Representantes e futuro presidente da Casa, afirmou que o corte nos gastos do governo vai ser prioridade e atacou a reforma da saúde, dizendo que os americanos estão preocupados e que é importante preparar o terreno antes de começar a anular o que ele chamou de monstruosidade. Ele disse ainda que o resultado das eleições mostrou que o povo americano quer um novo rumo para o país. O partido do presidente perdeu o controle da Camara dos Representantes e reduziu a sua maioria no Senado.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.