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Obama busca aliança regional na Ásia para conter expansão chinesa

Áudio 04:52
Barack Obama junto com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh durante jantar em Rashtrapati Bhavan, Nova Deli, 8 de novembro de 2010.
Barack Obama junto com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh durante jantar em Rashtrapati Bhavan, Nova Deli, 8 de novembro de 2010. ©Reuters

"Depois da surra eleitoral, Barack Obama tenta recuperar autoridade na política externa. O presidente americano saiu para uma viagem relativamente longa na Ásia – Índia, Indonésia, Coreia e Japão – e que terminará em Seul com a Cúpula do G20. Apesar de ter proclamado que a intenção era abrir mercados e criar empregos nos Estados Unidos, toda a nova estratégia política e militar americana privilegia a procura de aliados e parceiros “afim” para ajudar na administração da estabilidade do sistema internacional. Washington não quer mais carregar sozinho a defesa e a gestão do bom funcionamento da globalização da qual se beneficiam o resto do mundo e particularmente os grandes países emergentes. Está na hora de fazer com que outros comecem também a carregar essa mala. Sobretudo quando esses outros, como é o caso da China, querem só aproveitar dos bônus do sistema sem ter de se responsabilizar pelos ônus. É claro que a grande potência local é a Índia. Quando Obama declara oficialmente o seu apoio a que Nova Déli possa obter um assento de membro permanente do Conselho da ONU para ajudar os Estados Unidos a administrar a paz internacional, ele está explicitamente transformando a Índia no grande baluarte, junto com o Japão, de uma nova grande aliança regional para conter a expansão chinesa. É o começo do novo mundo pós-crise." Ouça a crônica de política internacional de Alfredo Valladão.