Presidente americano

Barack Obama cita em artigo desafios dos EUA e da Otan no Afeganistão

O presidente americano, Barack Obama (à direita), e o presidente português, Aníbal Cavaco Silva (à esquerda).
O presidente americano, Barack Obama (à direita), e o presidente português, Aníbal Cavaco Silva (à esquerda). Reuters

No primeiro dia da cúpula da Otan, presidente americano publica artigo em vários jornais europeus, entre eles o Le Monde que chegou às bancas nesta sexta-feira. Ele escreve que o principal desafio para os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte neste século é a proliferação de armas nucleares e dos movimentos extremistas.

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O presidente americano, Barack Obama, chegou na manhã desta sexta-feira a Lisboa, capital portuguesa, onde almoçou com o presidente Aníbal Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Socrates no palácio presidencial de Belém, no dia em que começa na cidade a cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

No artigo publicado na edição do jornal Le Monde que chegou às bancas nesta sexta-feira, Obama defende uma maior cooperação entre os 28 países membros da Otan para enfrentar os novos desafios securitários do século XXI. Entre eles, a proliferação de armas nucleares e dos movimentos extremistas, que utilizam as novas tecnologias e a internet para disseminar suas ideologias e recrutar novos adeptos, muitos de nacionalidades europeias.

Obama citou textualmente a ameaça terrorista na Europa e a descoberta recente de dois pacotes de explosivos em aviões de carga na Grã-Bretanha e em Dubai. Segundo ele, foi graças à cooperação entre europeus e americanos que um atentado pôde ser evitado.

O presidente americano também deu destaque à situação no Afeganistão e voltou a dizer que o papel dos aliados é preparar as forças afegãs para assumir o controle da segurança na região até 2014. Obama voltou a afirmar que a Otan continuará presente no país, apesar da diminuição das tropas a partir de 2011. E que a única maneira de evitar que o Afeganistão continue a ser um celeiro do terrorismo é melhorando o nível de vida da população.

Obama também defendeu a instalação do escudo antimísseis na Europa, projeto que deve ser discutido e aprovado durante a cúpula em Lisboa. Os Estados Unidos deverão propor uma parceria com a Rússia. Em seu artigo, o presidente deixa claro que espera que os russos se transformem em parceiros, apesar das divergências do passado em relação à instalação deste escudo.

"Em Lisboa, poderemos explicar claramente que a Otan considera a Rússia um parceiro e não um adversário", diz Obama.

"Com o escudo antimísseis", continua o presidente, "o que era uma fonte de tensões na região pode se transformar em uma fonte de cooperação contra uma ameaça comum".

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