Internacional

Obama discute economia e segurança com republicanos e democratas

O presidente norte-americano, Barack Obama, reúne hoje republicanos e democratas.
O presidente norte-americano, Barack Obama, reúne hoje republicanos e democratas. Reuters

Líderes dos partidos Democrata e Republicano no Congresso norte-americano vão se reunir nesta terça-feira, na Casa Branca, a pedido do presidente Barack Obama. Na reunião, os líderes vão falar, principalmente, sobre segurança e crescimento econômico. O presidente Obama disse que tem “esperança de que, nesta terça, será dado o primeiro passo de uma nova e produtiva relação entre Democratas e Republicanos".

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Segundo Barack Obama, os dois partidos tem, agora, a responsabilidade de trabalhar juntos pelo povo americano em assuntos que vão definir o futuro de cada um. Ele disse esperar que "os trabalhos daqui pra frente sejam feitos de maneira séria e produtiva".

Durante as discussões, o presidente quer focar nos dois maiores e mais urgentes desafios para o país neste momento: a segurança dos Estados Unidos e o crescimento da economia. O presidente vai priorizar a discussão sobre a importância da ratificação do novo tratado de redução de armas nucleares com a Rússia, o chamado START.

No fronte econômico, a discussão sobre a manutenção do corte de impostos da era Bush, que expira este ano, vai ser prioridade, de acordo com o presidente. A Casa Branca tem interesse em manter a medida para estimular a economia. O presidente reconheceu que o déficit fiscal é um "grande problema", mas falou que não é possível apertar os freios muito rápido, pois seria um risco para a economia.

Barack Obama lembrou que o maior desafio para o país agora nao é a disputa entre Democratas e Republicanos, mas a batalha entre os Estados Unidos e os competidores internacionais. Por isso, ele quer ouvir as ideias de cada partido para manter o crescimento econômico e criar novos empregos.

Ao mesmo tempo que manter o crescimento econômico é prioridade da Casa Branca, o presidente reconhece que corrigir o déficit fiscal a longo prazo significa apertar o cinto e fazer sacrifícios em todas as frentes.

Nesse contexto, Obama propôs o congelamento de salários de servidores federais por 2 anos. A medida, que pode economizar 2 bilhões de dólares neste ano fiscal e 28 bilhões nos próximos 5 ano, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington.

 

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