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Jovem acusado de atirar em deputada no Arizona comparece ao tribunal

Os Estados Unidos fazem nesta segunda-feira um minuto de silêncio pelas vítimas do tiroteio, em Tucson, Arizona, que deixou 6 mortos e quatorze feridos.
Os Estados Unidos fazem nesta segunda-feira um minuto de silêncio pelas vítimas do tiroteio, em Tucson, Arizona, que deixou 6 mortos e quatorze feridos. Reuters

Os Estados Unidos fazem nesta segunda-feira um minuto de silêncio pelas vítimas do tiroteiro do último sábado, em Tucson, Arizona, que deixou 6 mortos e 14 feridos. O alvo era a deputada democrata Gabrielle Giffords, atingida com um tiro na cabeça.

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Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York

O tiroteio está sendo considerado o primeiro atentado político em 3 décadas nos Estados Unidos e o partido ultra conservador Tea Party está sendo apontado como responsável por acirrar os ânimos no país. Neste domingo, a deputada mostrou sinais de recuperação, conseguiu se comunicar e obedecer ordens simples.  Entre os mortos estão o juiz federal John Roll, de 63 anos, um assessor de Giffords e Christina Greene, de 9 anos. A menina nasceu no trágico dia 11 de setembro de 2001. O suspeito, Jared Loughner, de 22 anos, está sob custódia do FBI – e foi descrito pelas autoridades como uma pessoa de “passado problemático”. Ele comparece na tarde desta segunda-feira, horário local, diante do tribunal de Phoenix. Sua advogada, Judy Clarke, foi a mesma que defendeu o Unabomber, nos anos 90.

Segundo testemunhas, Loughner tentou falar com a deputada antes do evento e ao ser informado que teria de esperar, foi embora, voltou com uma arma semiautomática e começou a atirar. O primeiro disparo atingiu a congressista. Segundo a polícia, o suspeito usava a internet para expressar seu ódio pelo governo federal. Ele teria postado em sites como o YouTube vídeos queimando a bandeira americana e se classificando como terrorista. Uma testemunha que ajudou a derrubar o atirador, disse que ele parecia disposto a matar ainda mais gente, pois tinha dois cartuchos de munição e uma faca no bolso.A foto de um possível cúmplice foi divulgada neste domingo - um homem branco de cabelos escuros e entre 40 e 45 anos de idade.

Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York.

A deputada Democrata Gabrielle Giffords foi reeleita em uma votação apertada em novembro contra o candidato Jesse Kelly, do ultraconservador Tea Party. Durante a campanha seu escritório eleitoral em Tucson foi alvo de vandalismo.As autoridades estão investigando um pacote suspeito que teria sido mandado para ela antes do ataque. O presidente Barack Obama classificou o crime como "um ato de violência sem sentido" e uma tragédia "inqualificável".

Vários outros políticos expressaram condolências às vítimas da chacina, entre eles a ex-candidata a vice-presidente Sarah Palin. A principal líder do movimento Tea Party havia colocado o nome da deputada Giffords em uma "lista negra" por seu apoio à reforma da saúde e por ser contra as leis radicais de imigração. A polícia do Congresso pediu para que os parlamentares 'tomem precauções sensatas e prudentes em sua segurança pessoal' e toda a atividade da próxima semana na Câmara dos Deputados foi cancelada.
 

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