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"O Haiti se transformou em uma HaitONG", diz Ricardo Seitenfus

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As primeiras casas de madeira construídas pela ONG Cruz vermelham para os desabrigados vítimas do terremoto no Haiti.
As primeiras casas de madeira construídas pela ONG Cruz vermelham para os desabrigados vítimas do terremoto no Haiti. Reuters

No dia 12 de janeiro de 2010, o Haiti lembra do aniversário de um ano do terremoto que devastou o país e matou cerca de 250 mil pessoas. Doze meses depois da catástrofe, 800 mil haitianos continuam vivendo em barracas improvisadas e apenas 5% dos escombros foram retirados. Em entrevista à RFI, o professor Ricardo Seitenfus - que foi destituído do cargo de representante especial da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti por ter criticado a ação das Nações Unidas - faz um balanço das tentativas de reconstrução da ilha caribenha. "O Haiti se transformou em uma HaitONG", diz o professor, em alusão à grande quantidade de organizações não-governamentais no país (cerca de dez mil). Já o presidente do Viva Rio, o sociólogo Rubem Cesar Fernandes, defende a atuação das ONGs, principalmente nos trabalhos emergenciais dos primeiros meses após o terremoto.