Haiti/ Terremoto/ Aniversário

Um ano depois do terremoto, Haiti é um país ainda devastado

Homenagem aos 220 mil mortos vítimas do terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro de 2010
Homenagem aos 220 mil mortos vítimas do terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro de 2010 Reuters

O terremoto devastador de 12 de janeiro no Haiti, que deixou 220 mil mortos, completa um ano nesta quarta-feira sem que o país tenha conseguido de fato se reconstruir. Várias cerimônias marcam a data e chamam a atenção do mundo para a situação dos 800 mil desabrigados e das infraestruturas ainda destruídas, inclusive o palácio presidencial.

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Para marcar a data, uma primeira cerimônia foi realizada já nesta terça-feira diante de uma vala comum nas redondezas de Porto Príncipe, a capital haitiana, em presença de vários responsáveis políticos do país. Mas as principais cerimônias acontecem nesta quarta-feira, com o ponto culminante às 16h53, no horário local, quando os haitianos devem realizar um minuto de silêncio. Foi exatamente nessa hora que, no dia 12 de janeiro de 2010, o tremor de sete graus na escala Richter atingiu o país. Uma missa católica também será celebrada ao ar livre, no mesmo lugar onde estava a catedral de Porto Príncipe, destruída pelo seísmo. O ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que participou ativamente das tentativas de reconstrução do Haiti, deve participar das cerimônias.

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a comunidade internacional dever cumprir suas promessas de ajuda ao Haiti. Em nota oficial, Obama afirma que continua a se "inspirar nos haitianos", que sofreram perdas "inimagináveis com fé e coragem". Um ano após a catástrofe, o país mais pobre do continente americano ainda não se recuperou. Pelo menos 800 mil refugiados ainda vivem em situação precária, muitos deles em acampamentos. Um contexto ainda mais difícil com a epidemia de cólera que atinge o país atualmente.

Além disso, o Haiti também atravessa uma crise política desde o primeiro turno das eleiçoes presidenciais. Jude Celestin, o candidato do partido no poder, foi para o segundo turno contra Mirlande Manigat, a ex-primeira dama do país. No entanto, Michel Martelly, o terceiro colocado das urnas, contesta os resultados obtidos por Celestin. Os haitianos devem ir às urnas no próximo domingo e até agora não se sabe se Celestin participa ou não do pleito.

 

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