Saúde/ câncer

Medicamento pode reduzir em até 65% as chances de câncer de mama

Imagem de uma metástase de câncer, mostrada no 47º Congresso da Asco, que reúne mais de 30 mil pesquisadores em Chicago (EUA).
Imagem de uma metástase de câncer, mostrada no 47º Congresso da Asco, que reúne mais de 30 mil pesquisadores em Chicago (EUA). Getty Images/MedicalRF.com

Estudos apresentados durante o congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia (Asco) indicam que o remédio Aromasin, produzido pelo laboratório Pfizer, permite reduzir em até 65% os riscos de desenvolver câncer de mama em mulheres de mais de 60 anos. 

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O medicamento bloqueia a produção de estrogênio em mulheres que já passaram pela menopausa e gera poucos efeitos colaterais, em comparação com outras drogas que agem da mesma forma - mas podem aumentar o risco de câncer de útero e coágulos sanguíneos. Ainda assim, os efeitos colaterais do medicamento não devem ser desconsiderados.

Segundo especialistas que não participaram da pesquisa, inibidores de aromatase como o Aromasin podem gerar ondas de calor, artrite e perda de densidade óssea. Nas mulheres que desenvolveram um câncer de mama apesar de terem consumido o Aromasin, os cientistas americanos identificaram tumores menores e menos agressivos do que naquelas que só ingeriram o placebo.

Segundo os autores da pesquisa, esses resultados poderiam, a longo prazo, "dar novas perspectivas revolucionárias" ao tratamento e à prevenção do câncer de mama. Resta saber se o medicamento vai obter uma autorização para ser comercializado com esses fins, uma vez que a patente do Exemestano, princípio ativo do Aromasin, expira no fim de 2011.

Com a colaboração de Victória Álvares
 

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