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Estados Unidos/dívida

Senado americano adota plano para evitar calote

Barack Obama anuncia acordo entre republicanos e democratas para elevar teto da dívida americana e evitar calote.
Barack Obama anuncia acordo entre republicanos e democratas para elevar teto da dívida americana e evitar calote. REUTERS/Jonathan Ernst
Texto por: Taíssa Stivanin
3 min

O Senado americano aprovou, nesta terça-feira, o projeto de lei para elevar o teto da dívida pública de U$ 14,3  para U$ 15,2 trilhões, evitando o calote. O presidente Barack Obama promulgou a lei logo em seguida. Os parlamentares adotaram o texto, que já havia sido aprovado nesta terça-feira pela Câmara dos Deputados, por 74 votos a favor e 24 contra, a poucas horas da data limite estipulada pelo Tesouro Americano.

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Sem a adoção da lei, o governo não poderia honrar o pagamento dos juros dos empréstimos aos investidores sobre seus títulos públicos, além de outros compromissos, como benefícios sociais e empresas que prestam serviço ao governo. O objetivo também é o de reduzir em dez anos, o défict público em U$ 2,4 trilhões. Até novembro, um novo pacote de ajustes, que prevê cortes de gastos de cerca de U$ 1, 2 trilhão, também deverá ser adotado. Esta foi uma das condições colocada pelos republicanos, no acordo firmado entre o partido e os democratas no domingo.

De acordo com o presidente Barack Obama, o Congresso também deverá tomar novas medidas para estimular a economia a partir de setembro. Em um breve discurso na Casa Branca, ele declarou que a prioridade será a geração de empregos.  "Não podemos equilibrar o orçamento sacrificando as pessoas que mais sofreram durante a recessão", declarou, defendendo a baixa dos impostos para famílias de classe média. 

A adoção do plano no Congresso americano também é um alívio para a economia mundial, que poderia arcar com as consequências nefastas de uma moratória americana, inédita na história do país. Um dos temores é que as agências de notação rebaixassem a nota soberana dos Estados Unidos, que atualmente é AAA. Isso significa que o país tem condições de realizar empréstimos a juros baixos no mercado refinanciar sua dívida. Nesta terça-feira, a agência Fitch afirmou que o projeto adotado pelo Congresso americano era suficiente para manter a nota máxima.

De acordo com o comunicado, a adoção do plano "indica um risco de calote extremamente baixo. Apesar da intensidade e do aspecto teatral do debate político nos Estados Unidos, existe a capacidade e a vontade política de tomar as medias necessárias", diz o texto. A agência ressalta, entretanto, que os americanos e europeus devem se esforçar para adotar programas de ajustes para diminuir o déficit e a dívida pública a médio prazo. A Fitch também deve revisar novamente a nota dos Estados Unidos até o fim de junho.

Perda de confiança

Para os analistas, se o presidente americano foi reativo ao evitar o risco de moratória, o episódio prejudica as ambições eleitorais de Barack Obama. A imprensa americana critica as concessões de Obama para obter o apoio dos conservadores, que pode ter efeitos negativos na confiança de sua base eleitoral.
 

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