Argentina/acidente

Acidente com trens e ônibus em Buenos Aires deixa 11 mortos

O acidente envolvendo dois trens e um ônibus deixou nove mortos em Buenos Aires.
O acidente envolvendo dois trens e um ônibus deixou nove mortos em Buenos Aires. REUTERS/Stringer
3 min

O pior acidente dos últimos 50 anos em Buenos Aires deixou pelo menos 11 mortos e 212 feridos, dos quais 20 em grave estado, inclusive uma criança de dois anos de idade. A tripla colisão de um ônibus e dois trens no bairro de Flores, zona oeste da capital argentina, aconteceu às 6h23 da manhã, quando o transporte público fica lotado de pessoas que vão ao trabalho e crianças que vão à escola.  

Publicidade

De Marcio Resende, correspondente em Buenos Aires.

Um trem bateu num ônibus que tentava atravessar os trilhos. O ônibus foi arrastado até a plataforma da estação onde ficou prensado. Com a batida, o trem descarrilou e chocou-se contra outra composição que estava parada na estação, no sentido contrário.

Todos os mortos eram passageiros do ônibus, inclusive um bebê. Foram 50 ambulâncias e dois helicópteros para levar os feridos a 13 hospitais. Cerca de 24 horas depois do acidente, a Defesa Civil e Polícia ainda trabalham no local.

Buenos Aires tem uma particularidade. A cidade é toda recortada por ferrovias, mas não há túneis nem viadutos nos cruzamentos com as ruas. Apenas cancelas que sobem e descem à medida que um trem passa. Com frequência, motoristas e pedestres desrespeitam as cancelas. E muitas vezes as cancelas não funcionam corretamente.

Neste caso, a empresa de trens e o governo dizem que a cancela funcionava bem, mas que o motorista do ônibus, que morreu no acidente, não respeitou o sinal. Imagens gravadas por câmeras de segurança da Polícia mostram o ônibus avançando com a cancela semi-fechada, mas também mostram que a cancela não funcionava bem.

Nos últimos nove meses, foram cinco acidentes graves com trens em Buenos Aires. Só no ano passado, 440 pessoas e 165 veículos foram atingidos por trens na região metropolitana de Buenos Aires. 269 pessoas morreram. Em média, uma a cada dois dias.

Em 2008, a presidente Cristina Kirchner anunciou duas vezes a construção de de passagens subterrâneas nessa mesma linha ferroviária, mas três anos depois as obras não saíram do papel.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.