Estados Unidos/Armas

Obama sai em campanha para driblar obstrução à legislação sobre armas

O presidente dos EUA, Barack Obama, se reuniu nesta segunda-feira (8) com parentes das vítimas de Newtown.
O presidente dos EUA, Barack Obama, se reuniu nesta segunda-feira (8) com parentes das vítimas de Newtown. REUTERS/Jason Reed

O presidente Barack Obama faz uma campanha intensa para aumentar o controle da venda de armas nos Estados Unidos. Nessa segunda-feira, ele esteve em Connecticut, estado onde aconteceu o massacre da escola de Sandy Hook, em Newtown, que deixou 20 crianças e 6 adultos mortos em dezembro. Cercado por pais das vítimas, Obama contou emocionado que o dia do massacre foi “o mais difícil” da sua presidência.

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Raquel Krahenbuhl, correspondente em Washington

Obama afirmou estar “mais determinado do que nunca” a honrar as crianças mortas e as sobreviventes com leis mais rigorosas. Mas não está sendo fácil conseguir um consenso no Capitólio. Logo depois do ataque, os líderes do Congresso formaram um grupo bipartidário para elaborar mudanças na legislação e apresentá-la até o fim de fevereiro. O prazo passou e a proposta enfrenta grande resistência no Congresso. Nessa segunda-feira, o líder da maioria no Senado, o democrata Herry Reid, tentou trazer a proposta para plenário, mas o debate não aconteceu.

Um grupo de senadores republicanos ameaça usar manobras para impedir que a medida comece a ser considerada. Com isso, a proposta precisaria de 60 votos, e não 50, para ser aprovada. Ontem, o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell, prometeu se unir aos republicanos para obstruir a medida. Os conservadores argumentam que a legislação democrata violaria o direito de portar armas, garantido pela Constituição americana.

O presidente falou que os congressistas têm obrigação com as crianças assassinadas e com outras vítimas de violência com armas de fogo. Ele voltou a pedir o apoio popular para pressionar o Congresso. E os próximos dias prometem ser intensos.

De volta a Washington, o presidente trouxe com ele em seu avião presidencial 12 pais e mães que perderam seus filhos no massacre, para falar com os senadores e tentar ganhar apoio em memória de seus filhos. Na quarta-feira, o presidente vai continuar a campanha em Chicago, cidade que também sofre com a violência de armas.

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