EUA/Atentados/Boston

Polícia interroga três novos suspeitos dos atentados de Boston

Foto de arquivo mostra o suspeito de co-autoria do atentado de Boston, Djokhar Tsarnaev (direita), com dois colegas de universidade acusados de terem obstruído o trabalho da justiça e por falso testemunho.
Foto de arquivo mostra o suspeito de co-autoria do atentado de Boston, Djokhar Tsarnaev (direita), com dois colegas de universidade acusados de terem obstruído o trabalho da justiça e por falso testemunho. Reuters

Três pessoas foram interrogadas nessa quarta-feira, 1° de maio, suspeitas de participação nos atentados que deixaram três mortos durante a maratona de Boston no mês de abril. Segundo as autoridades norte-americanas, eles teriam ajudado Djokhar Tsarnaev, principal acusado do ataque, a eliminar provas do crime.

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Dois dos suspeitos ouvidos pela polícia nessa quarta-feira, Azamat Tajaiakov e Dias Kadirbaiev, ambos de 19 anos, são estudantes de nacionalidade cazaque. Eles são acusados de terem tentado esconder uma mochila que continha fogos de artifício e um laptop, a pedido de Djokhar Tsarnaev, apontado até agora como co-autor dos atentados.

Os dois rapazes, que já tiveram problemas com a imigração norte-americana, correm o risco de serem condenados por terem obstruído o trabalho da justiça e por falso testemunho. Se forem considerados culpados, eles podem receber a pena de cinco anos de prisão, além de uma multa de 250 mil dólares (cerca de 502 mil reais).

O terceiro suspeito interrogado é norte-americano Robert Philipos, 19 anos, que teria dado falsas informações aos investigadores do caso. Ele também pode receber até oito anos de prisão e a mesma multa que os estudantes cazaques. No entanto, segundo seu advogado, Philipos “não é um alvo” dos investigadores.

De acordo com documentos oficiais, os três jovens admitiram à polícia terem escondido a mochila de Djokhar, no dia 18 de abril, mesmo dia em que a polícia divulgou as fotos dos irmãos Tsarnaev, apresentados como suspeitos da autoria dos atentados.

Até agora a polícia havia detido apenas Djokhar, de 19 anos, após uma perseguição que durou dois dias e resultou na morte de seu irmão, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, durante uma troca de tiros. A imprensa norte-americana também revelou essa semana que DNA feminino teria sido encontrado em pelo menos um das duas bombas. O FBI não comentou a notícia, mas Katherine Russell, viúva de Tamerlan, também foi ouvida pelas autoridades e as autoridades passaram horas na residência dos pais da jovem. 

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