Venezuela/eleições

Capriles pedirá impugnação das eleições presidenciais nesta quinta-feira

Manifestantes a favor do presidente venezuelano Nicolas Maduro desfilam no 1° de Maio, em Caracas, nesta quarta-feira.
Manifestantes a favor do presidente venezuelano Nicolas Maduro desfilam no 1° de Maio, em Caracas, nesta quarta-feira. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

A oposição venezuelana apresenta um recurso no Supremo Tribunal nesta quinta-feira, para contestar oficialmente a eleição de Nicolas Maduro, que venceu o pleito do 14 de abril com uma pequena diferença em relação a henrique Capriles.

Publicidade

Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

O líder opositor Henrique Capriles Radonski, que perdeu por 1,49 pontos para o atual presidente, afirma que houve fraude no processo eleitoral realizado no último 14 de abril e pedirá a impugnação das eleições nesta quinta-feira. De acordo com o resultado anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro recebeu 50,61% dos votos, e Capriles, 49,12%.

Com a impugnação no Supremo Tribunal de Justiça, Capriles quer esgotar todas as possibilidades burocráticas para invalidar o pleito. Desta forma, o caso da eleição presidencial aqui na Venezuela seria levado a instâncias internacionais.

Nesta quarta-feira, quando é celebrado o primeiro de maio, opositores aproveitaram a marcha para pedir a libertacão de Antonio Rivero, ex-general que foi preso no início desta semana por supostamente incitar manifestações contra o governo.

A polarização do país ficou evidente na última sessão da Assembleia Nacional, depois do embate entre chavistas e opositores, que resultou em sete parlamentares ficaram feridos. A briga começou com a manifestação de deputados da oposição contra a proibição de se pronunciar no parlamento. Além de impedi-los de falar, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, suspenderá o salário de quem não reconhecer Nicolás Maduro como presidente da Venezuela.

Organismos Internacionais

Ao contrário do que aconteceu no Parlamento na noite anterior, as manifestações do Dia do Trabalho foram pacíficas em toda a Venezuela, ainda que chavistas e opositores tenham ido às ruas dos 23 estados do país para comemorar o feriado. Durante as manifestações que ocorreram sem incidentes, trabalhadores aproveitaram a data para denunciar o assédio político nos locais de trabalho.

A Confederação Geral dos Trabalhadores da Venezuela denunciará à Organização Internacional do Trabalho (OIT) a perseguição de funcionários públicos que teriam votado pelo candidato opositor. Este será o segundo grupo a acusar a Venezuela na OIT.Os Estados Unidos estão "muito preocupados" com a violência na Assembleia Nacional e pediram que ambos os lados mantenham a calma. A ONU pediu aos venezuelanos para que resolvam suas diferenças através do diálogo.
 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.