Estados Unidos/ homossexuais

Escoteiros americanos vão admitir integrantes homossexuais

Jovens homossexuais se abraçam após a decisão. Eles haviam sido suspensos do grupo por revelarem a homossexualidade.
Jovens homossexuais se abraçam após a decisão. Eles haviam sido suspensos do grupo por revelarem a homossexualidade. REUTERS/Michael Prengler

O grupo de escotismo jovem "The Boy Scouts of America" aprovou nesta quinta-feira, 23 de maio, uma proposta para acabar com a proibição de ter jovens membros abertamente homossexuais. A interdição vigorava desde a fundação do grupo, há 103 anos, de acordo com a entidade.

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A votação do Conselho Nacional, com mais de 1,4 mil integrantes, aconteceu em meio a um intenso debate no qual se opunham ativistas dos direitos dos homossexuais e membros de organizações conservadoras. O fim da barreira entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2014.

Mais de 60% dos integrantes votaram a favor da modificação. A mudança, no entanto, não acaba com a proibição para líderes adultos gays. No mês passado, a organização afirmou que a aceitação parcial de gays em seus quadros é uma resolução de atualiza "os padrões de adesão" da entidade.

"Nenhum jovem pode ter negado o direito de ser membro da União de Escoteiros dos Estados Unidos com base na orientação ou preferência sexual", afirmou o grupo, por comunicado. No total, mais de 2,6 milhões de jovens e 1 milhão de adultos são associados ao movimento, que tem uma seção especifica para cada sexo – as meninas são admitidas na União de Bandeirantes dos Estados Unidos.

O debate sobre a aceitação dos homossexuais havia se acentuado depois que os militares americanos foram autorizados a divulgar a sua opção sexual. Os mórmons e os metodistas, dois dos principais financiadores do escotismo, foram favoráveis à derrubada da proibição. A igreja católica não tomou posição na questão.

A Intel, outra poderosa patrocinadora, declarou que cessaria de financiar os escoteiros se eles continuassem proibindo a entrada de homossexuais. Os militantes de defesa dos gays desejam ampliar a permissão aos dirigentes do movimento.
 

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