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Estados Unidos/ONU

Combate a grupo Estado Islâmico domina Assembleia Geral da ONU

Depois da Cúpula do Clima, o presidente dos EUA, Barack Obama volta a discursar nesta terça-feira, 23 de setembro de 2014, na ONU.
Depois da Cúpula do Clima, o presidente dos EUA, Barack Obama volta a discursar nesta terça-feira, 23 de setembro de 2014, na ONU. REUTERS/Kevin Lamarque
4 min

A Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta terça-feira (24), na sede da organização, em Nova York. Mais de 190 líderes mundiais participam dos debates. Como manda a tradição, o discurso de abertura será feito pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff. O presidente americano, Barack Obama, vai aproveitar a tribuna da ONU para pedir apoio à coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico.

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Luisa Leme, correspondente da RFI em Nova York

A segurança já era muito mais pesada na tarde desta terça-feira (23) em Nova York para a chegada dos chefes de estado para a Assembléia Geral das Nações Unidas. Agentes de segurança tomaram os topos dos prédios ao redor da ONU e este ano há mais de seis barcos patrulhando o rio leste ao lado da organização. Mais de duas mil credenciais de imprensa foram distribuídas para o evento. O debate mais importante da sexagésima nona sessão do maior fórum internacional começa nesta quarta-feira (24) em Nova York pela manhã.

Mais de 190 líderes vão se pronunciar no fórum que deve definir uma nova agenda mundial de desenvolvimento ao longo deste ano e 2015, data do vencimento do prazo para as metas do milênio.

O presidente da 69ª Assembléia Geral Sam Kutesa, de Uganda, disse que a Assembléia Geral vai promover negociações para uma agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015 e organizar reuniões sobre como países podem compartilhar novas tecnologias e financiar desenvolvimento, além de fechar acordos internacionais sobre o meio ambiente.

Ameaça do jihadista e epidemia do ebola no centro das discussões

A semana do Debate Geral da ONU foi pautada este ano por questões urgentes como os ataques do grupo Estado Islâmico e ameaças na internet que levaram a polícia de Nova York a reforçar a segurança em metrôs e áreas como a Times Square, desde a semana passada. O segundo ponto da pauta é a epidemia do vírus ebola no Oeste africano, que resultou no envio de uma missão especial da ONU para a região e uma previsão do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos de que a região pode apresentar 21 mil casos até o fim de setembro. A Cúpula do Clima, que aconteceu na terça-feira, também marcou o tom do debate, com países e empresas se comprometendo em reduzir a emissão de gases poluentes e o desmatamento.

O Brasil apresentou resultados do comprometimento voluntário do país feito em 2009: uma redução em 79% no desmatamento. Mas o país também foi pego de surpresa pela Declaração das Florestas de Nova York, um documento sem peso legal em que países se comprometeram em reduzir o desmatamento pela metade até 2030, que o Brasil não assinou.

Brasil abre os debates na Assembleia Geral da ONU

De acordo com a tradição da ONU, o Brasil é sempre o primeiro país a iniciar o Debate Geral. A presidente Dilma Rousseff deve chegar à sede das Nações Unidas por volta das 8 horas da manhã, em Nova York, para uma reunião bilateral com o Secretário-Geral Ban Ki-moon. Depois, os dois devem seguir juntos para a plenária da Assembléia Geral.

Após de lamentar os ataques aéreos dos Estados Unidos na Síria durante uma coletiva de imprensa, Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (23) que deve falar em seu discurso sobre o pleito do Brasil em relação à reforma do Conselho de Segurança da ONU. Ela disse que uma nova estrutura do Conselho poderia evitar a paralisação do órgão diante de tantos conflitos ao redor do mundo hoje. “Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados e não acreditamos que seja eficaz”, explicou.

Apoio à coalizão internacional

Logo após o discurso brasileiro, o presidente norte-americano Barack Obama deve se pronunciar e pedir o apoio da comunidade internacional para combater o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria. De acordo com o Departamento de Estado americano, as prioridades do país na 69ª Assembléia Geral serão o combate ao movimento extremista, evitar que o Irã tenha acesso a armas nucleares, o futuro do Afeganistão, a crise do vírus ebola, mudanças climáticas, liberdade de expressão e uma agenda de desenvolvimento pós-2015.

Obama também deve presidir uma reunião do Conselho de Segurança da ONU esta semana, para tentar aprovar uma resolução determinando que cidadãos que tenham se alistado com a organização terrorista sejam julgados. A resolução deve conter uma orientação para países limitarem o trânsito desses recrutas na região. O presidente também deve pedir que os serviços de informação ao redor do mundo troquem informações sobre o movimento jihadista.

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