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Brasil/EUA

Reeleição de Dilma é recebida com ceticismo pelo mercado nos Estados Unidos

Dilma Rousseff, reeleita neste domingo (26) com cerca de 51% dos votos válidos.
Dilma Rousseff, reeleita neste domingo (26) com cerca de 51% dos votos válidos. REUTERS/Ueslei Marcelino
Texto por: RFI
2 min

A reeleição de Dilma Rousseff neste domingo (26), embora não seja bem-vinda pelos mercados e a imprensa americana, já era esperada. O grupo Eurasia, líder mundial em pesquisa de risco político, já havia previsto a vitória de Dilma, causando uma reação negativa dos mercados que não simpatizam com a presidente.

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Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

Analistas financeiros alertam que é preciso que Dilma mude sua política econômica rapidamente para reconquistar os mercados. Alguns sugerem que ela escolha para seu segundo mandato um ministro da Fazenda que não seja do Partido dos Trabalhadores, sinalizando, que está disposta a começar um novo relacionamento com investidores estrangeiros. Mas será difícil evitar um período turbulento nas próximas semanas.

Imprensa americana reconhece transformação social no Brasil

A imprensa americana reconhece que o governo de Dilma deu continuidade aos programas sociais que tiraram milhões de brasileiros da pobreza e manteve a taxa de desemprego mais baixa na história do país, mesmo com o menor crescimento da economia em duas décadas. Mas a polarização da sociedade brasileira e os escândalos envolvendo corrupção têm recebido especial destaque quando a imprensa americana fala sobre o Brasil.

Analistas políticos dizem que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos nunca esteve tão desgastada e que é importante que haja uma reaproximação entre as duas maiores democracias do continente. A Casa Branca já vem dando sinais de que pretende agendar uma nova visita de estado da presidente brasileira a Washington.

A primeira, prevista para outubro de 2013, foi desmarcada depois do escândalo de Edward Snowden, que revelou a existência de um programa de monitoramento eletrônico na Internet, que atinge inclusive chefes de estado. Agora, é preciso esperar que Dilma, nesse segundo mandato, invista em uma política externa mais afável para com os Estados Unidos.

 

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