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EUA/Cuba

Troca de prisioneiros marca nova etapa nas relações entre Cuba e EUA

Alan Gross (centro) ao lado de representantes da comunidade judaica cubana que foram visitá-lo na prisão em setembro de 2012.
Alan Gross (centro) ao lado de representantes da comunidade judaica cubana que foram visitá-lo na prisão em setembro de 2012. REUTERS/Handout
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O americano Alan Gross, liberado por razões humanitárias depois de cinco anos de prisão em Cuba, foi "trocado" por três cubanos condenados por espionagem nos Estados Unidos em 2001. A informação é de um responsável americano citado pela agência de notícias AFP. A notícia foi divulgada horas antes de pronunciamentos dos presidentes Barack Obama e Raúl Castro.

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"Alan Gross foi libertado por razões humanitárias. Houve troca por agentes dos serviços de informação", garantiu a fonte. Questionado se os agentes eram os cubanos detidos em 1998 nos Estados Unidos e condenados em 2001 por espionagem, o responsável respondeu "sim".

O governo cubano denuncia regularmente as "condenações injustas" de cinco de seus agentes detidos em 1998 nos Estados Unidos, quando estavam infiltrados em grupos anticastristas na Flórida. Havana pedia a libertação de três cubanos do chamado "grupo dos cinco", considerados como "herois da luta antiterrorista" no país.

Washington sempre condicionou uma distensão na sua relação com o regime cubano à libertação de Alan Gross. O americano, contratado pela Agência Federal Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), um órgão vinculado ao departamento de Estado, foi detido em 3 de dezembro de 2009, em Cuba. Em 2011, Alan Gross foi condenado a 15 anos de prisão por ter instalado um material de transmissão por satélite proibido na ilha comunista.

Segundo o responsável americano, o secretário de Estado, John Kerry, trabalhou intensamente nos últimos meses para a libertação de Gross. A ofensiva diplomática envolveu o Vaticano e quatro conversas telefônicas com o chanceler cubano. Kerry insistiu que se alguma coisa acontecesse com Gross, Cuba nunca teria boas relações com os Estados Unidos.

Embargo de mais de meio século

O anúncio da libertação de Alan Gross, 65 anos, que na manhã de quarta-feira (17) já estava a caminho dos Estados Unidos, pode marcar o início de uma revisão da política americana em relação à Cuba. O embargo comercial instaurado há mais de 50 anos pelos americanos sufoca a economia cubana.

Washington e Havana romperam oficialmente suas relações diplomáticas em 1961. Eles mantêm um escritório que funcionaria como se fosse uma embaixada.

O presidente americano, Barack Obama, deve se pronunciar ao meio-dia, pelo horário de Washington, na Casa Branca. Na mesma hora, Raúl Castro deve fazer um pronunciamento, em Havana.

 

 

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