EUA/Extremismo

Conferência sobre violência extremista reúne líderes em Washington

O secretário de Segurança Interior dos EUA, Jeh Johnson.
O secretário de Segurança Interior dos EUA, Jeh Johnson. REUTERS/William B. Plowman/NBC/Handout via Reuters

Os Estados Unidos organizam a partir desta quarta-feira (18) uma conferência internacional para discutir o combate à violência extremista. Representantes de 60 países aceitaram o convite do presidente Barack Obama. Durante três dias, eles vão debater, em Washington, estratégias conjuntas para combater grupos extremistas como Estado Islâmico, Boko Haram, Al-Qaeda e Al-Shebab, da Somália.

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Ontem, na abertura dos trabalhos, o vice-presidente Joe Biden, disse que "é preciso encontrar respostas além da força e dos meios militares" para combater o extremismo. Um dos principais temas da conferência será evitar a radicalização de jovens, para impedir o reforço dos jihadistas, e meios de reduzir a ameaça terrorista em todo o mundo.

Os recentes atentados no Canadá (outubro de 2014), na Austrália (dezembro de 2014), França (janeiro de 2015) e Dinamarca, no último fim de semana, foram cometidos em nome de uma ideologia radical que atrai cada vez mais cidadãos ocidentais, seduzidos pela propaganda veiculada pelos grupos armados na internet. Esse fenômeno novo e sem precedentes preocupa os serviços de inteligência ocidentais, que calculam em 20 mil o número de combatentes estrangeiros presentes atualmente na Síria e no Iraque.

Nesta quarta-feira estão previstas apresentações do ministro da Segurança Interior dos EUA, Jeh Johnson, e da prefeita de Paris, Anne Hidalgo. O presidente Barack Obama também fará um pronunciamento aos participantes com as metas do governo americano em matéria de antiterrorismo.

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