Estados Unidos/Eleição 2016

Hillary Clinton entra na corrida presidencial de 2016 com um tuíte

A ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton prepara sua campanha há dois anos.
A ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton prepara sua campanha há dois anos. © Reuters

A ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton anuncia neste domingo (12) sua candidatura à corrida presidencial de 2016 pelo Partido Democrata, nos Estados Unidos. Ontem, Hillary recebeu o apoio do presidente Barack Obama.

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Agora que Obama não pode mais disputar a reeleição, depois de cumprir dois mandatos consecutivos, ele declarou que a rival nas eleições de 2008 é uma candidata "formidável". De acordo com Obama, Hillary foi uma secretária de Estado "excepcional" e "ainda por cima é minha amiga", disse o líder da Casa Branca. "Acho que ela será uma ótima presidente para os Estados Unidos", afirmou, à margem da Cúpula das Américas, no Panamá.

Um tuíte e a corrida estará lançada

Hillary decidiu oficializar sua candidatura pelo Twitter, uma escolha pensada para aproximar a futura candidata dos jovens e da classe média americana. À primeira vista, ela não tem nada a ver com o americano médio. A ex-primeira-dama, de 67 anos, tem a imagem de uma mulher distante e até arrogante, acostumada a viver no meio fechado da elite de Nova York e Washington.

Para suavizar essa defasagem, Hillary aposta em uma campanha centrada no combate às desiguldades econômicas e na promoção das mulheres, um trabalho que ela faz há vários anos. Em 2008, ela já sonhava ser a primeira mulher a ocupar a presidência dos Estados Unidos.

O diretor de campanha, Robby Mook, disse ontem que mantém os pés no chão, como se nada estivesse garantido antecipadamente. "Para vencer, vamos buscar cada voto. A única certeza é que 'Somos Hillary para os Estados Unidos'", destacou o estrategista.

Visitas ao Iowa e New Hampshire

Depois de declarar sua pré-candidatura, Hillary tem programadas duas visitas, ao Iowa e New Hampshire, dois estados considerados cruciais para as primárias. Mas não serão grandes comícios. Os assessores de campanha previram que ela participará de encontros com grupos pequenos de eleitores, com o objetivo de transmitir uma imagem de proximidade com os americanos.

Um fato inegável é que Hillary tem o caminho aberto à sua frente. Ela não é ameaçada por nenhum adversário de peso dentro do Partido Democrata. As pesquisas dão a ela 60% das intenções de voto nas primárias, previstas para o início do ano que vem. Se a candidatura não decolar, o partido poderá lançar o vice-presidente Joe Biden, o ex-governador do Maryland Martin O'Malley, ou o ex-senador da Virgínia Jim Webb. Mas é pouco provável, já que os partidários da candidatura de Hillary trabalham na organização da campanha há dois anos. Eles já recolheram US$ 15 milhões em fundos.

Hoje, o secretário de Estado, John Kerry, também elogiou o trabalho de Hillary. Em entrevista ao canal de TV ABC, Kerry disse que Hillary "reconstruiu as alianças que os Estados Unidos tinham perdido com os governos republicanos precedentes".

Oposição tem disputa acirrada

Do lado republicano, a disputa será bem mais acirrada. Dois senadores, Ted Cruz e Rand Paul, já oficializaram suas pré-candidaturas. Amanhã, em Miami, o senador Marco Rubio, de origem cubana, deve se lançar na corrida, enquanto Jeb Bush, o favorito segundo as sondagens, não confirma sua presença nas primárias, mas é o concorrente que arrecada fundos em uma velocidade espantosa. Além dos quatro citados, outros republicanos pretendem testar as suas chances.

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