Farc/Colômbia

Ataque das Farc mata 10 soldados e fere 21 na Colômbia

Ataque contra militares deixa 10 mortos na madrugada desta quarta-feira (15) na zona remota de Cauca, oeste da Colômbia.
Ataque contra militares deixa 10 mortos na madrugada desta quarta-feira (15) na zona remota de Cauca, oeste da Colômbia. REUTERS/Jaime Saldarriaga

Ao menos dez soldados morreram e outros 21 ficaram feridos no maior ataque das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde o início das negociações de paz, em 2012, promovidas pelo governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos. As violências foram registradas na madrugada desta quarta-feira (15) na localidade de La Esperanza, na província do Cauca, bastião da guerrilha.

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De acordo com o exército colombiano, um grupo de militares foi alvo de violências na madrugada enquanto patrulhavam a região, em uma zona rural e isolada. "Eles foram atacados com explosivos, granadas e armas de fogo", explicou o general Mario Augusto Valencia.

O governador da região, Temistocles Ortega, anunciou na manhã desta quarta-feira (15) a uma rádio colombiana que o número de vítimas pode aumentar, já que o estado dos feridos é grave. Segundo Ortega, as vítimas foram levadas aos hospitais mais próximos, com ajuda da Cruz Vermelha e da Defesa Civil.

Farc negam responsabilidade

Em Havana, um dos líderes das Farc, Pastor Alape, negou que o grupo seja responsável pelo ataque. "Ele aconteceu devido à incoerência do governo que realiza uma operação militar contra uma guerrilha em trégua", justificou, pedindo às autoridades que respeitem o cessar-fogo.

Engajada desde 2012 em negociações de paz com o governo colombiano, as Farc haviam anunciado uma trégua unilateral ilimitada em dezembro, mas já haviam adiantado que responderiam a eventuais ataques do exército. Há menos de uma semana, Juan Manuel Santos renovou a suspensão dos bombardeios aéreos contra os acampamentos da rebelião, sublinhando que a revogação da medida dependeria do respeito ao cessar-fogo.

Santos se reuniu com autoridades do exército colombiano para analisar as circunstâncias do ataque. No Twitter, o chefe de Estado lamentou a morte dos soldados: "Esta é precisamente a guerra que queremos terminar".

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