Estados Unidos/Cuba

EUA propõem a Cuba reabrir embaixadas a partir de 20 de julho

O presidente americano, Barack Obama.
O presidente americano, Barack Obama. REUTERS/Jonathan Ernst

Quase simultâneamente, em Washington e Havana, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram nesta quarta-feira (1) a retomada das relações diplomáticas entre os dois países, após 54 anos de ruptura do diálogo bilateral. Em comunicado do Itamaraty, o governo brasileiro cumprimentou "essa histórica decisão, que representa a superação de animosidades anacrônicas e traz efeitos potencialmente positivos para todo o continente americano".

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O chefe da Seção de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, Jeffrey DeLaurentis, entregou hoje, em Havana, uma carta de Obama a seu colega Raúl Castro na qual ele propõe a reabertura das embaixadas nos dois países a partir de 20 de julho. A carta foi recebida pelo vice-chanceler Marcelino Medina. A informação foi divulgada pela chancelaria cubana em seu site na internet.

Poucos minutos depois, Obama anunciou em Washington o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. O líder americano informou que o secretário de Estado, John Kerry, visitará Havana ainda neste verão e saudou uma "etapa histórica" nas relações entre Cuba e os Estados Unidos. Obama pediu ao Congresso para levantar o embargo comercial imposto à ilha, num dos gestos mais importantes de seu mandato na área de política externa.

Enquanto Obama discursava nos jardins da Casa Branca, Raúl Castro confirmava, num pronunciamento na TV em Havana, a decisão de retomar as relações bilaterais. Castro também endereçou uma carta a Obama. "Tenho o prazer de confirmar que a República de Cuba decidiu restabelecer as relações diplomáticas com os Estados Unidos e abrir missões diplomáticas nos dois países", disse o líder cubano.

O anúncio da reabertura das embaixadas era esperado desde que Washington retirou Havana, no fim de maio, da lista negra dos Estados que apoiam o terrorismo. Desde 1977, os dois países são representados por Seções de Interesse em Washington e em Havana, encarregadas principalmente de tarefas consulares.

Faltando 18 meses para concluir seu segundo mandato, o 44° presidente dos Estados Unidos pretende consolidar essa grande iniciativa de política externa, que é apoiada por uma ampla maioria de americanos. Existe a possibilidade de Obama visitar Cuba em 2016.

(Com informações da AFP)

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