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Venezuela

Homem morre em saque a supermercado na Venezuela; escassez de produtos chega a 60%

Supermercado saqueado em San Felix, no Estado de Bolivar.
Supermercado saqueado em San Felix, no Estado de Bolivar. REUTERS/Wilmer Gonzalez
2 min

O saque a um supermercado no sudeste da Venezuela terminou em confusão nesta sexta-feira (31), deixando um morto e 60 detidos em um momento em que o país vive uma grave crise de escassez de produtos básicos, com a escassez de alguns bens chegando a 60% na capital Caracas.

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"Foi um ato planejado. Há 60 presos. Mataram vilmente um trabalhador", declarou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em um ato público, acusando "a direita" de estar por trás desses atos. Segundo ele, o objetivo é suspender as eleições legislativas de 6 de dezembro deste ano.

AUDIO: Direto de Caracas, escassez na Venezuela.

O presidente anunciou uma operação para capturar os envolvidos no saque. O governador do estado de Bolívar, Francisco Rangel, relatou que o incidente aconteceu pela manhã, quando um "grupo de indivíduos armados" entrou à força em um supermercado administrado por cidadãos chineses na cidade de San Félix.

"Bachaqueno"

"Um deles atirou vilmente contra um trabalhador verdureiro do estabelecimento comercial. Infelizmente, o trabalhador morreu", declarou o governador, acrescentando que "a situação está completamente controlada". Vários jornais divulgaram imagens de uma multidão tentando entrar à força no supermercado.

A Venezuela sofre há mais de um ano com uma profunda escassez de produtos, principalmente os mais básicos, agravada pela queda do preço do petróleo, uma das principais fontes de renda do país. Os venezuelanos são obrigados a passar horas todas as semanas percorrendo supermercados e lojas para se abastecer com produtos cujos preços são regulados pelo governo.

Muitos revendem os produtos no mercado no negro, atividade conhecida como “bachaqueno”. O Banco Central da Venezuela não divulga os dados da escassez desde março de 2014, quando era de 29,4% para os produtos básicos. Pesquisas apontam que o índice hoje chega a 60% para alguns produtos na cidade de Caracas.

(Com informações da AFP).

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