Argentina/Governo

Macri quer polo econômico com seis ministros no novo governo

O novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, durante sua primeira coletiva à imprensa nesta segunda-feira, 23 de novembro de 2015.
O novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, durante sua primeira coletiva à imprensa nesta segunda-feira, 23 de novembro de 2015. REUTERS/Enrique Marcarian

Em sua primeira entrevista coletiva depois de eleito, o novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse que seu gabinete econômico "será formado por seis ministros". Durante a campanha, Macri já havia assinalado que não queria ter um "superministro" da Economia no estilo de Domingo Cavallo ou Axel Kicillof, observa o jornal "El Clarín".

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As pastas do gabinete econômico argentino serão, segundo Macri, Fazenda e Finanças; Trabalho; Agricultura, Pecuária e Pesca; Energia; Transporte e Produção. Entre os nomes que circulam para ocupar esses ministérios estão, de acordo com "El Clarín", Rogelio Frigerio, Alfonso Prat-Gay, Guillermo Dietrich, Juan José Aranguren, Francisco Cabrera, Carlos Melconian e Federico Sturzenegger. Mas nenhum com função definida.

Macri comentou que até a posse de seu governo, prevista para o dia 10 de dezembro, "os futuros ministros terão tempo para tomar conhecimento das respectivas pastas". Ele também insinuou que espera a demissão de Alejandro Vanoli, presidente do Banco Central, com mandato até setembro de 2019.

Consultado sobre os desafios econômicos que terá pela frente, Macri lembrou que o grande problema da Argentina é que "o país não cresce há quatro anos". Ele disse esperar que "a alegria e o entusiasmo da campanha coloquem o país em marcha". Sobre eventuais medidas após a posse, o novo líder argentino defendeu "um único tipo de câmbio" e considerou um "erro" não haver um Banco Central independente na Argentina. 

"Cláusula democrática" contra Venezuela

Macri confirmou que pedirá na próxima cúpula do Mercosul, prevista para dezembro, em Assunção, que se aplique a "cláusula democrática" do bloco contra a Venezuela. "Vamos fazer como dissemos na campanha, vamos invocar a cláusula democrática [...] por causa dos abusos e a perseguição de opositores", afirmou Macri. Esse artigo do tratado do Mercosul visa à exclusão temporária de um membro, se houver uma alteração da ordem democrática no país.

Em outubro, Macri antecipou que iria exigir a libertação do opositor venezuelano Leopoldo López e que, se o presidente Nicolás Maduro não aceitasse, levaria o caso ante o Mercosul. Ele também expressou sua solidariedade para com o prefeito de Caracas Antonio Ledezma, atualmente em prisão domiciliar.

Durante a coletiva, Macri também manifestou o desejo de que sua primeira visita externa seja ao Brasil. "Queremos afiançar as relações com nossos irmãos latino-americanos", declarou.

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