François Hollande chega à Argentina em meio a greve nacional

Grevistas participam de passeata na Argentina
Grevistas participam de passeata na Argentina Reuters

O presidente francês, François Hollande, desembarcou na Argentina, nesta quarta-feira (24), em meio a uma greve nacional no país. A mobilização de funcionários estatais é a primeira enfrentada pelo presidente argentino Mauricio Macri e acontece em repúdio às milhares de demissões no setor público.

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 A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), com 240 mil afiliados em todo o país, organizou a jornada de protestos a que aderiram os dois setores em que se divide a Central de Trabalhadores Argentinos (CTA) e partidos de esquerda, segundo comprovou um jornalista da agência France Presse. A majoritária Confederação Geral do Trabalho (CGT, peronista) não participou dos protestos.

A passeata por avenidas até a Praça de Maio desafiou o novo protocolo governamental de segurança, que oferece cinco minutos antes de tirar das ruas aqueles que se manifestam sem permissão.

Hollande apoia política de Macri

A mobilização coincide com a chegada do presidente francês a Buenos Aires. Ao desembarcar no país, François Hollande exprimiu seu apoio às reformas econômicas do novo presidente argentino e encorajou a vontade de Macri de reintegrar a comunidade financeira internacional. "Você quis colocar a Argentina em uma nova situação, mais aberta, e a França está disposta a acompanhá-los", disse o líder francês. 

A Argentina é a penúltima etapa da viagem oficial de Hollande à América do Sul, que já passou pelo Peru e segue nesta quinta-feira (25) para o Uruguai. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o presidente da França afirmou que "250 empresas francesas estão implantadas na Argentina, em todos os setores estratégicos, como automotivo, energético, agroalimentício, turístico, de saúde e de alta tecnologia".

Segundo ele, essas empresas estão prontas para contribuir para o êxito dos projetos econômicos que a Argentina pretende lançar.

Na quinta-feira (25), Hollande prestará uma homenagem às vítimas da ditadura militar argentina, participará de um almoço com chefes de empresa franceses e argentinos e de um fórum científico e universitário, antes de partir para o Uruguai.

 

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