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Brasil tem democracia madura para resolver crise política, diz Obama na Argentina

Barack Obama e Maurcio Macri na Casa Rosada
Barack Obama e Maurcio Macri na Casa Rosada REUTERS
Texto por: RFI
3 min

Em visita oficial à Argentina, após a histórica viagem a Cuba, o presidente norte-americano Barack Obama disse em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (23) em Buenos Aires, que o Brasil tem uma democracia madura e uma estrutura forte para superar a crise política.

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Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Ao seu lado, o chefe de Estado argentino Mauricio Macri disse estar convicto de que o Brasil sairá fortalecido da crise, mas admitiu que o que acontece no país vizinho afeta a Argentina.

Os dois sócios políticos e econômicos mais importantes do Brasil cujas opiniões são as que mais relevância têm no exterior discutiram de forma bilateral a crise brasileira.

"Esperamos que o Brasil resolva a sua crise política de forma efetiva. É um grande país e um amigo dos nossos dois países", desejou Obama para, em seguida, elogiar a democracia e o sistema jurídico do Brasil.

"A boa notícia -e o presidente Macri concorda- é que a democracia no Brasil é suficientemente madura e a estrutura do sistema de leis no Brasil é o suficientemente forte para que a crise possa ser resolvida de uma forma que permita ao Brasil ser o significante líder mundial que é".

Obama falou da importância mundial do Brasil

Obama ainda demonstrou a importância do Brasil para Estados Unidos e Argentina. "Precisamos do Brasil forte para as nossas economias e para a paz global", concluiu após a reunião bilateral com Macri na Casa Rosada.

O presidente argentino disse que crise brasileira que afeta diretamente a economia argentina, que canaliza 40% das suas exportações ao Brasil.

"Foi isso o que comentamos. Nós claramente acompanhamos de perto o que acontece no Brasil a partir do afeto que temos pelo povo brasileiro, o nosso principal parceiro estratégico ao mundo com o Mercosul", contou Macri, que se mostrou preocupado e esperançoso.

"Mas estamos convencidos de que o Brasil vai sair fortalecido desse processo e dessa crise. E esperamos que seja o mais cedo possível porque, claramente, o que acontece no Brasil se reflete e afeta o que acontece no nosso país", admitiu.

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