Correspondente da RFI é libertada após detenção por militares na Venezuela

Andreína Flores (atrás, à esquerda) minutos depois de ser libertada, ao lado do colega Jorge Pérez Valery
Andreína Flores (atrás, à esquerda) minutos depois de ser libertada, ao lado do colega Jorge Pérez Valery DR/Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa de Venezuela
Texto por: RFI
2 min

Os correspondentes Andreína Flores, da Rádio França Internacional (RFI), e Jorge Pérez Valery, da Red Más Colombia, foram libertados na noite de quinta-feira (18), após terem sido detidos por quatro horas por militares venezuelanos quando trabalhavam nas proximidades do palácio presidencial em Caracas.

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A libertação foi anunciada pelo secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa, Marco Ruiz, que postou no Twitter uma foto com os dois jornalistas, em um carro, logo após deixarem o Fuerte Tiurna. "Foi uma detenção ilegal, um gesto de intimidação", acrescentou Ruiz.

Segundo o sindicato, os dois foram detidos por "supostamente estar gravando em uma área presidencial exclusiva".

Um funcionário do Ministério da Comunicação e Informação afirmou que não havia pronunciamiento oficial sobre o fato, mas que foram realizados procedimentos para que os jornalistas fossem libertados.

Ao ser detidos, os repórteres, ambos venezuelanos, foram trasladados pela Direção de Inteligência Militar até a sede do Ministério da Defesa, localizada em Fuerte Tiuna.

Violações à liberdade de expressão

O defensor público, Tarek William Saab, escreveu no Twitter que enviou uma delegação a Fuerte Tiuna para "verificar a situação legal" e como estavam os jornalistas durante o tempo em que estiveram sob custódia militar. O funcionário disse que ambos foram levados para ser "entrevistados".

A ONG Espaço Público registrou no ano passado na Venezuela 286 violações à liberdade de expressão, ocasionadas principalmente por intimidação, agressão verbal e censura, segundo seu relatório anual.

Já a entidade Repórteres sem Fronteiras classificou a Venezuela em 137° lugar (entre 180) no ranking de 2015 de liberdade de imprensa no mundo.

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