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Estados Unidos

Starbucks e Airbnb decidem ajudar refugiados e muçulmanos barrados por Trump

A rede de cafés americana Starbucks quer contratar 10 mil refugiados nos próximos 5 anos.
A rede de cafés americana Starbucks quer contratar 10 mil refugiados nos próximos 5 anos. REUTERS/Leonhard Foeger/File Photo
Texto por: RFI
3 min

A rede de cafés americana Starbucks e o site de hospedagem Airbnb anunciaram no domingo (29) ações para apoiar pessoas afetadas pelo decreto do presidente Donald Trump, que suspende a entrada de refugiados e muçulmanos nos Estados Unidos. A Starbucks planeja contratar nos próximos cinco anos 10.000 refugiados nos 75 países nos quais está presente, enquanto a Airbnb anunciou que hospedará de forma gratuita os atingidos pelo decreto.

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Em um e-mail enviado aos funcionários da empresa e que foi publicado na internet, o presidente da Starbucks, Howard Schultz, revelou seu mal-estar com o ato executivo de Trump. "Escrevo a vocês hoje com uma profunda preocupação, o coração apertado e uma promessa decidida", afirma. "Vivemos tempos sem precedentes, nos quais somos testemunhas de que a consciência de nosso país e a promessa do sonho americano foram colocadas em xeque", acrescentou Schultz, que apoia o Partido Democrata.

O executivo indicou que a Starbucks está em contato com os trabalhadores atingidos pelo decreto presidencial, que estabeleceu restrições severas para a entrada no território americano e "verificações extremas" contra cidadãos de sete países muçulmanos (Síria, Líbia, Sudão, Irã, Iraque, Somália e Iêmen).

O grupo se comprometeu a contratar pessoas que fogem de guerras, perseguições e discriminação. Nos Estados Unidos, a Starbucks começará a recrutar refugiados que trabalharam para o exército americano como, por exemplo, intérpretes, informou. "Devemos garantir que nossos escolhidos nos ouçam individualmente e coletivamente. A Starbucks faz sua parte", disse o dirigente, acrescentando que a rede de cafés quer servir seus clientes da mesma maneira "em um país cristão ou um país muçulmano".

Por sua vez, a Airbnb propôs dar alojamento gratuito às pessoas afetadas pelo decreto. "A Airbnb fornece um alojamento gratuito aos refugiados e a qualquer pessoa proibida de entrar nos Estados Unidos", indicou no Twitter Brian Chesky, presidente da empresa.

Com informações da AFP

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