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Estados Unidos/Venezuela

EUA acusam Tareck El Aissami, vice da Venezuela, de tráfico de drogas

O vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, acusado de tráfico de drogas pelos Estados Unidos.
O vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, acusado de tráfico de drogas pelos Estados Unidos. Fuente: Reuters.
Texto por: RFI
3 min

Os Estados Unidos anunciaram a adoção de uma série de sanções financeiras contra o vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, acusado pelo país de ser traficante de drogas internacional.  

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Segundo um comunicado divulgado pelo Tesouro Nacional, “as sanções são o resultado de vários anos de investigação que visam importantes traficantes de drogas nos Estados Unidos”. De acordo com o texto, as medidas também demonstram que a influência e o poder não protegem aqueles que se envolvem em atividades ilegais”.

De acordo com o Tesouro americano, El Aissami “facilitou a distribuição de drogas na Venezuela controlando a decolagem de aviões de uma base aérea do país e os portos.” O vice-presidente também recebeu propina para facilitar a entrega de carregamento de drogas do cartel liderado pelo venezuelano Walid Makled Garcia, afirmam os membros do Tesouro americano.

Ele também está vinculado ao envio de drogas ao cartel de Los Zetas, um dos mais perigosos do México. El Aissami, 42 anos, chavista convicto, é um dos dirigentes mais influentes do Partido Socialista unificado da Venezuela, que está no poder desde 1999. Ele foi nomeado à vice-presidência do país em janeiro.

Até agora, El Aissami era visto como o provável sucessor do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Ele foi governador do estado de Aragua, considerado como um dos mais violentos do país, e acusado de ter facilitado a entrega de passaportes venezuelanos a supostos terroristas.

Ministro da Justiça, ele lutou contraos cartéis venezuelanos

Tareck El Assami também foi ministro da Justiça durante quatro anos, a partir de 2008, durante a presidência de Hugo Chávez. Na época, ficou conhecido pela luta contra os cartéis venezuelanos.

Além dele, outro venezuelano está envolvido no caso: trata-se de Lopez Bello, acusado de lavar o dinheiro do tráfico de El Aissami. Treze empresas de Bello, baseadas nos EUA, além do Reino Unido e Panamá foram incluídas numa lista negra. Ele também é alvo sanções e foi proibido de realizar transações comerciais nos EUA, além de ter suas contas congeladas. As sanções contra o vice-presidente prometem complicar ainda mais as relações entre Washington e Caracas.

(Colaborou Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas)

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