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Argentina/submarino

Marinha argentina continua busca por submarino desaparecido

Mensagens de apoio para os tripulantes do submarino desaparecido na Argentina.
Mensagens de apoio para os tripulantes do submarino desaparecido na Argentina. REUTERS/Marcos Brindicci
3 min

Seis barcos e três aviões patrulhavam nesta sexta-feira (24) a zona de uma explosão no Atlântico Sul onde pode ter desaparecido o submarino argentino "ARA San Juan". Mas não há mais esperanças de encontrar os 44 tripulantes com vida.

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"Temos de localizar o submarino no fundo do mar. A zona é grande, o meio é hostil e a busca é muito difícil", afirmou o porta-voz naval, capitão de navio Enrique Bibal, ao divulgar o primeiro boletim diário.

A marinha anunciou nesta quinta-feira o registro de um ruído violento e repentino compatível com uma explosão no Atlântico, horas depois do último contato do "ARA San Juan" com a base, em 15 de novembro.

O relatório coincide com a informação recebida dos Estados Unidos na quarta-feira a respeito de uma "anomalia hidroacústica detectada na quarta-feira, 15 de novembro, às 10H31" (11H31 de Brasília)", cerca de três horas após a última comunicação do ARA San Juan" com sua base.

Ausência de sinais de emergência

A confirmação da explosão também coincide com as hipóteses levantadas de que o submarino sofreu um acidente repentino logo após sua última comunicação, quando avisou a base sobre uma avaria nas baterias.

Uma explosão repentina em imersão poderia explicar a ausência de sinais de emergência, como liberar balsa, ou radiobalizas para ajudar no resgate, como indicam os procedimentos navais habituais.

A notícia revoltou os familiares dos tripulantes.

"Quero dizer ao almirante (Marcelo Srur, chefe naval) que ele não está em condições de ter uma força sob seu comando, que deve se demitir, e ao presidente (Mauricio Macri) que ponha ordem nisso", reclamou María Rosa Belcastro, parente de um tripulante falando à imprensa em Mar del Plata (400 km ao sul da capital), a cuja base naval a embarcação deveria ter chegado na segunda-feira.

Ajuda internacional

A versão oficial da marinha diz textualmente: "Tratou-se de um evento anômalo, singular, curto e não nuclear consistente com uma explosão. Falta saber onde está o submarino e a que profundidade".

As buscas se intensificaram nesta zona com navios oceanográficos com sondas de varredura e aviões com detectores magnéticos.

Cerca de 4.000 efetivos procuram o "ARA San Juan" em navios e aviões da Argentina, Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Noruega, Peru, Reino Unido e Uruguai.
 

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