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Estados Unidos

Novo risco de “shutdown” nos EUA: contagem regressiva acaba à meia-noite

Donald Trump decidiu não viajar para a Flórida para aguardar o fim do suspense sobre o "shut down".
Donald Trump decidiu não viajar para a Flórida para aguardar o fim do suspense sobre o "shut down". REUTERS/Yuri Gripas
Texto por: RFI
4 min

O presidente americano, Donald Trump, decidiu não viajar para a Flórida para aguardar o fim do suspense. Em todas as telas dos canais de notícias dos Estados Unidos (EUA), a contagem regressiva foi deflagrada: há apenas algumas horas para encontrar um acordo antes da meia-noite de sexta-feira (19) na costa leste do país. Depois, será o "shutdown", que significa a paralisia do Estado, uma falha causada pela falta de consenso no Congresso, onde a votação do orçamento federal continua bloqueada por questões de imigração.

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Os republicanos e os democratas dos EUA não conseguem entrar num acordo no Senado, enquanto um consenso foi alcançado na Câmara dos Deputados para votar a lei de financiamento temporário do governo, e evitar o bloqueio de instâncias federais, no momento do 1º aniversário da posse de Donald Trump.

Democratas querem saber o destino dos "dreamers"

Os deputados adotaram uma extensão da lei de financiamento do governo de quatro semanas, até 16 de fevereiro, por 230 votos contra 197. O Senado deve, por sua vez, decidir antes do fim desta sexta-feira (19), para evitar qualquer "apagão" financeiro, mas o voto parece muito mais apertado. Na noite de quinta-feira (18), o Senado – de maioria republicana – não tinha certeza de poder contar com os 60 votos necessários em 100.

A lei de emergência aprovada na Câmara permite o financiamento das Forças Armadas e a continuação de um programa de seguro público de saúde para crianças pobres, os chamados “dreamers” (“sonhadores”, em português). Os senadores democratas gostariam de conhecer o destino dos "dreamers", esses cerca de 690 mil jovens que chegaram clandestinamente ao país quando eram crianças e agora estão à mercê de uma possível expulsão.

O último "shutdown" americano data de 2013. A ruptura institucional, na época, produziu 16 dias de paralisia, como lembra o correspondente da RFI em San Francisco, Eric de Salve. Quando o Congresso dos EUA não consegue votar a lei de financiamento do governo, todo o país patina e centenas de milhares de servidores públicos federais acabam tendo férias não remuneradas. Em 2013, 850 mil foram levados a uma situação de “desemprego técnico”.

Isentos: Casa Branca, polícia, correios e transporte aéreo

No Pentágono, o maior empregador público, isso diz respeito à metade dos 750 mil funcionários civis. Os soldados não param de trabalhar e serão pagos mais tarde, em caso de “shutdown”. Cerca de 368 parques nacionais e museus fechariam no caso de um novo desligamento. Difícil também fazer passaporte ou obter vistos nestas condições.

Os centros de pesquisa médica também fechariam, assim como a maioria das agências administrativas federais, como as de coleta de impostos. O "apagão"  seria particularmente difícil para Washington. A capital federal é financiada diretamente pelo Congresso: em suma, não haveria mais coleta de lixo mesmo que o transporte e as escolas ainda funcionassem. Ficam isentos da paralisação a Casa Branca, a polícia, os correios e o transporte aéreo.

O custo total do bloqueio insitucional dos Estados Unidos em 2013 foi estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 6 bilhões.

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