EUA/Coreia do Sul

Caças americanos participam de manobras na península coreana

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, e o dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, e o dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-Un Korea Summit Press Pool/Pool via Reuters

A Coreia do Sul confirmou nesta quarta-feira (1) que vários caças americanos F-22 "Raptor" estão em seu território para manobras aéreas conjuntas, apesar da recente aproximação com o regime norte-coreano.

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Os caças sobrevoaram a Coreia do Sul em dezembro, quando Seul e Washington realizaram exercícios aéreos conjuntos, depois que a Coreia do Norte testou um míssil balístico intercontinental (ICBM) com capacidade para atingir o território americano. As autoridades norte-coreanas sempre criticaram a presença de caças, como os F-22, F-35A ou F-35B, que, segundo Pyongyang, podem executar ataques de grande precisão.

Os exercícios aéreos "Max Thunder", com a participação de quase 100 aviões americanos e sul-coreanos, começarão no dia 11 de maio e devem durar duas semanas. "Max Thunder é um exercício regular que estava previsto muito antes do anúncio do projeto de reunião de cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte", afirma um comunicado divulgado pelo ministério sul-coreano da Defesa, que pediu à imprensa para evitar especulações.

Segundo o jornal conservador Chosun Ilbo, o objetivo da presença dos caças era aumentar a pressão sobre Pyongyang antes do encontro histórico entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Presença de tropas é independente de tratado de paz

A Coreia do Sul declarou hoje que a questão das tropas americanas presentes em seu território não dependia do futuro tratado de paz com a Coreia do Norte. De acordo com o governo sul-coreano as forças americanas continuariam no país mesmo se o documento for assinado. A manutenção das tropas é uma garantia em caso de conflito com potências como o Japão e a China, por exemplo.

Os Estados Unidos mantêm atualmente cerca de 28.500 soldados na Coreia do Sul, uma presença militar que incomoda os norte-coreanos. Durante muito tempo, a Coreia do Norte exigiu a retirada das tropas, presentes desde o cessar-fogo entre o Norte e o Sul em 1953, em troca do abandono de seu programa nuclear. Tecnicamente, as duas Coreias continuam em guerra.

Na última sexta-feira, o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o dirigente norte-coreano Kim Jong-Un prometeram a desnuclearização total da península coreana e o estabelecimento de uma paz “permanente” e “sólida” entre os dois países.

 

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