Trump/Pittsburgh

Vinda de Trump à sinagoga de Pittsburgh para visitar local de massacre divide a população local

Memorial improvisado do lado de fora da sinagoga Árvore da Livre, depois do tiroteio de sábado na sinagoga em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, em 29 de outubro de 2018.
Memorial improvisado do lado de fora da sinagoga Árvore da Livre, depois do tiroteio de sábado na sinagoga em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, em 29 de outubro de 2018. REUTERS/Cathal McNaughton

O presidente norte-americano, Donald Trump, se dirige nesta terça-feira (30) a Pittsburgh, para prestar homenagem às 11 pessoas que morreram no ataque ocorrido no sábado em uma sinagoga e encontrar as famílias das vítimas. Mas a presença de Trump levanta críticas.

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Enviada especial à Pittsburgh, Anne Corpet

Diante da sinagoga protegida pela polícia, os habitantes de Pittsburgh continuam a depositar flores e velas. Enquanto as pessoas evitam evocar o destino do autor do massacre, a visita anunciada de Trump não deixa a população indiferente: 26 mil pessoas assinaram uma carta aberta contra a vinda do presidente à cidade.

Kate Rothsteam ajudou a escrever o texto da carta. “Dizemos ao presidente Trump que não queremos que ele venha antes que ele renuncia a suas posições abertamente racistas, hostis aos imigrantes e antissemitas. Se ele fizer isso, será bem-vindo”, disse à RFI.

População dividida

Mas em Pittsburgh, alguns habitantes se recusam a politizar a tragédia. Stefanie Synan vive ao lado da sinagoga. “Pessoalmente, acho bom que ele venha. Acho que a comunidade precisa de seu apoio. Ele é o presidente, independente do que pensamos dele e de sua política. Ele comanda o país e sua vinda é importante”, afirma.

Em um tuíte na segunda-feira (29), o presidente respondeu aos que o acusam de alimentar um clima de ódio no país. Para Donald Trump, a mídia e as fake news são responsáveis pelo clima de raiva no país.

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