Assembleia ONU/Nova York

Em Nova York, Amorim defende reforma de Conselho da ONU

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participa de reuniões bilaterais em Nova Iorque.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, participa de reuniões bilaterais em Nova Iorque. Antonio Cruz/ABr

No segundo dia da 65º Assembleia Geral das Nações Unidas, que está sendo realizada em Nova York, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, tem hoje reunião ministerial com os países do chamado Bric, grupo composto, além do Brasil, pela Rússia, Índia e China.

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Ontem, na abertura da Assembleia, Celso Amorim criticou o formato do Conselho de Segurança das Nações Unidas e voltou a defender a reforma da instituição. “É preciso que esse orgão seja representativo da realidade internacional. Ele certamente não é mais. Eu acho que essas coisas (a reforma do Conselho), às vezes, têm que ter um processo aqui na ONU, mas tem também que ter um processo de fora para dentro. O FMI somente foi reformado quando surgiu o G20 », afirmou o ministro em entrevista coletiva antes da abertura do evento.

Amorim também participou, ontem, de uma reunião da Comissão Interina para Recuperação do Haiti, com representantes do governo haitiano, além de líderes de outros países como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Celso Amorim falou que os compromissos firmados na época do terremoto ainda não foram cumpridos por diversos países.

Disse, ainda, que o Brasil foi o primeiro país a ajudar financeiramente o Haiti e o que enviou mais dinheiro após o terremoto de janeiro. "O Brasil foi o primeiro país a depositar, depositou US$ 55 milhões no fundo, e creio que, até hoje, ainda é o maior contribuinte para o fundo", disse Amorim, após participar da reunião da Comissão Interina para a Recuperação do Haiti.

Amorim ressaltou que esta é a última Assembleia Geral da qual o governo Lula participa e que este é um momento de fazer um balanço das iniciativas importantes que o Brasil tomou. Ele disse ainda que os avanços desses últimos 8 anos serão apresentados por ele durante o evento, mas não quis adiantar nenhum tópico.
 

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