Brasil/ Eleições

Sistema político brasileiro favorece corrupção, diz historiador da Sorbonne

O cientista político e historiador Luiz Felipe de Alencastro.
O cientista político e historiador Luiz Felipe de Alencastro. RFI

O federalismo no Brasil, isto é a organização administrativa e política dividida em estados e municípios, com seus milhares de cargos elegíveis, torna o país extremamente vulnerável à corrupção e a um sistema de tráfico de influências – explicou o cientista político e historiador Luiz Felipe de Alencastro em entrevista à Rádio França Internacional.  

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Segundo Alencastro, que é o professor titular da cátedra de História do Brasil da Universidade Sorbonne, o mesmo federalismo afastou o país das distorções latino-americanas, como na Argentina e no México, onde o poder centralizador das capitais é desproporcional. No entanto, a complexidade do sistema eleitoral é um terreno fértil para a corrupção já que cerca de 150 mil cargos são elegíveis no país.

Alencastro fez questão de assinalar que a corrupção também existe na França, às voltas atualmente com o escândalo Bettencourt, que envolve um ministro e uma das maiores fortunas do país no financiamento do partido governista, mas que o importante é haver justiça e democracia para punir esses desvios.

Luiz Felipe de Alencastro

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