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Economia pesará mais que religião no voto, diz analista

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Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Agência Brasil - ABr

A melhora das condições de emprego e de salários nos últimos oito anos no Brasil, reveladas nessa quinta-feira pelo IBGE, tendem a favorecer a candidatura de Dilma Rousseff e menos José Serra, no segundo turno da eleição presidencial. Apesar de a mídia focalizar com insistência o fator religioso na campanha, Bruno Ayllon, professor de Ciências Políticas na Universidade Complutense, de Madri, acredita que o brasileiro vai votar "com a mão no bolso e não na consciência religiosa". O politólogo alerta o próximo governo sobre a necessidade de realizar mudanças na política cambial, porque o real valorizado está prejudicando o setor exportador. Bruno Ayllon defende uma política de industrialização forte para o país, um tema pouco abordado pelos dois candidatos, e "mais responsabilidade nos temas globais".