Imprensa/França

Jornal Le Monde especula sobre o futuro de Lula

O presidente Lula, durante uma inauguração da Petrobrás.
O presidente Lula, durante uma inauguração da Petrobrás. Reuters/Bruno Domingos

Para o vespertino francês, Lula não deve abandonar os palanques no auge da sua glória, mas ao mesmo tempo não tem o perfil de um burocrata.

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O jornal Le Monde que chegou nesta quarta-feira às bancas especula sobre o futuro do presidente brasileiro. "Você imagina Lula, aos 65 anos, no auge de sua glória, com uma bermuda, dividindo seu tempo entre sessões de bronzeamento na praia e churrascos entre amigos no seu apartamento de São Bernardo do Campo? Ele também não", escreve o correspondente do Le Monde, Jean Pierre Langellier.

O colunista concorda que, assim que deixar o cargo, o presidente vai poder enfim tomar um banho de mar e aproveitar sua cervejinha sem ser importunado, mas, em seguida, poderá usar o prestígio e a simpatia que conquistou mundialmente para investir em ideias. Criar uma instituição social em São Paulo estaria em seu planos, aposta o jornalista . Ele diz que Lula não tem o perfil de um homem burocrata e, por isso, não o imagina assumindo a liderança da ONU ou do Banco Mundial.

O texto do Le Monde é estruturado em cima das famosas frases de Lula. Entre elas, "A política está no meu sangue", "Eu não tenho como desaparecer da sociedade de uma hora para outra", e "O melhor serviço que um ex-presidente da República pode prestar ao seu sucessor é deixá-lo trabalhar". Uma saída marcada pela nostalgia, é o termo usado pelo colunista francês. Ele afirma que, antes de passar o bastão para Dilma Rousseff, Lula aproveitará a conferência do G-20, que começa nesta quinta-feira,  na Coreia do Sul, para dar um último adeus a seus colegas na posição de chefe de Estado. "O presidente brasileiro saboreia as suas semanas finais no poder até a última gota", finaliza o artigo.
 

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